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"Ide e pregai o evangelho a toda humanidade"  (Mc 16,15)

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Pe. Cido Pereira,

Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação em São Paulo , Diretor do jornal "O São Paulo"  e  apresentador do programa Bom dia Povo de Deus  na rádio católica 9 de Julho.

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Nome: Verônica  - São João do Meriti/RJ

Verônica Pergunta: Boa tarde e sua benção Pe. Cido. Tenho três perguntas:
1ª Sou católica.  Se vem alguém da Família que é protestante em minha casa, é pecado eu me recusar de participar ou proibir as orações que eles fazem.

2ª Se tem uma pessoa católica na casa doente grave o protestante pode salva-lo do inferno perguntando se ele crê em  Jesus e se aceita Jesus?

3ª  O católico para aceitar e reconhecer Jesus como salvador, isso já acontece no batismo?

Pe. Cido Responde: Verônica, quem pergunta a um católico se ele quer aceitar Jesus, na verdade não quer perguntar isso. Ele quer, no fundo, é fazer duas coisas:

1º.  Justificar a sua fuga da Igreja onde ele nasceu, foi batizado. Ele quer arranjar uma desculpa para justificar o fato de ter abandonado a fé que recebeu no colo de sua mãe.

2º.  Maria José, quem pergunta a um católico se ele quer aceitar Jesus, no fundo está dizendo: você não quer fazer o mesmo que eu fiz? Você não quer deixar a sua Igreja para vir para a Igreja que eu encontrei agora por não ter vivido minha fé católica.

O que responder? Muito simples. Diga ao evangélico que você já aceitou e aceita Jesus há muito tempo. Aceitou Jesus no colo de sua mãe e continua aceitando agora que cresceu. Aceitou e continua aceitando Jesus nas preces que aprendeu em casa e nos encontros de oração de sua comunidade. Aceitou e aceita Jesus no Evangelho que você leu e lê e ouviu e ouve em todas as missas que foi e vai. Aceitou e aceita Jesus nos pequenos e pobres que você acolheu e acolhe. Aceitou Jesus no Batismo que fez de você filho de Deus, na crisma que o consagrou para a missão, na Eucaristia, em que Jesus se dá a você em comunhão, na penitência em que Jesus lhe devolve a dignidade de filha de Deus, no matrimônio em que Jesus abençoou o seu amor, na unção dos enfermos em que Jesus a curou. E conclua a conversa devolvendo o convite: Volte pra casa, meu irmão! O seu lugar na família católica está vazio. Aceite Jesus comigo, na Igreja Católica Apostólica Romana.

E preste atenção, Verônica. Que este bate-papo seja sereno, fraterno. Chega de guerras religiosas. Chega de provocações. Se a pessoa insistir em criticar você, seja firme também. Pode dizer: Meu querido, minha querida. Você está feliz na sua nova caminhada de fé? Que bom! Eu estou feliz na minha também. Rezemos uns pelos outros, você na sua, eu na minha. Até porque eu acredito que a mesma paixão por Jesus que você tem eu tenho também.

Fique com Deus, minha irmã. Que ele abençoe você e sua família.


Nome: Lucília  - Macaé/RJ

Lucília Pergunta: Gostaria de uma informação, meu filho é católico e minha nora é evangélica se casarão só no cível desta união nasceu minha neta,agora ele quer batizar a menina na igreja católica, sendo que o padrinho é católico e a madrinha evangélica ambos só casaram no cívil, e aqui em Macaé, na igreja são José Operário do Parque Aeroporto RJ lhes disseram que não poderia batizá-la pois os padrinhos não são casados na igreja católica, como posso resolver esta situação. Meu filho quer batizá-la e não consegue.por favor me oriente obrigado.

Pe. Cido Responde: Minha querida irmã. Eu estou pensando cá comigo e me perguntando por que e para que batizar esta criança. Pais e padrinhos se uniram apenas no civil sem se preocuparem em procurar a Igreja para o casamento religioso, o que revela a pouca importância que dão à nossa fé católica. A parte católica, seja dos pais, seja dos padrinhos não se interessou pelo sacramento do matrimônio. Tudo isso é muito triste, minha irmã. Eu penso que a comunidade paroquial que pais e padrinhos procuraram para batizar a criança está com toda a razão. Não há o mínimo de compromisso cristão nem de pais nem de padrinhos.

Sabe, nenhuma comunidade pode recusar batizar uma criança. Mas todas as comunidades podem sim, colocar algumas exigências tendo em vista a própria caminhada na fé da criança. Se para os pais não foi importante casar-se na Igreja, não é melhor que os dois esperem a filha crescer para que ela mesma decida?. Recusar um sacramento da Igreja é recusar a todos os demais. Hoje se fala tanto em coerência, que sejam coerentes, então. Esperem que a criança tenha condições de decidir. Será muito melhor para ela do que ficar dividida entre pai católico, mãe evangélica, padrinho católico, madrinha evangélica.

Uma testemunho imenso de amor dos pais seria procurar pelo menos um casal profundamente cristão, que vive a sua fé, para ser padrinho e madrinha desta criança. Converse com os pais, vovó. Diga a eles que decidam os dois por um único caminho de fé, e eduquem a filha neste caminho, dando a ele o seu testemunho.

 

Nome: Josefa - São Paulo/SP

Josefa Pergunta: Pe. Cido quando é que a nossa fé torna-se infantil? tenho medo de ter essa fé infantil. obrigada um grande abraço da ouvinte de todos os dias.

Pe. Cido Responde: Josefa, fé infantil é fé baseada em medos: medo de pecar, medo da ira de Deus, medo do inferno, medo de falar de Deus,  medo tão paralisante que nos faz preocupar unicamente com o não praticar o mal em vez de fazer o bem. É a fé que nos faz pensar em Deus correndo atrás da gente com um caderninho para nos condenar ao fogo do inferno.

Uma fé infantil nos faz correr atrás de milagres espetaculares e nos impede de ver Deus agindo nos acontecimentos de nossa vida. É aquela que faz muitos irmãos saírem feito doidos atrás de quem promete curas, conquistas amorosas, dinheiro, etc.

Fé infantil é aquela baseada em sentimentos. Seu não sinto nada ao rezar, se eu não chorei naquela palestra, se eu não desmaiei no grupo de oração, se eu não consigo rezar com palavras desconexas e sem sentido e aos gritos, eu não tenho fé.

Fé infantil é aquela fé que nos faz pendurar no pescoço mil penduricalhos, imagens, cruzes, me faz vestir camisetas com imensas imagens de Jesus, Maria ou algum santo, como se eu fosse um andor ambulante ou estivesse fechando meu corpo.

Fé infantil é aquela que me faz negociar com Deus: prometo fazer isso aquilo, aquilo outro se conseguir o milagre. Se não conseguir, podem tirar o cavalo da chuva.

A fé infantil me faz pensar que a força está na vela que eu acendo e não no Deus de amor ou no santo ou santa para quem eu a acendo, é a fé que me coloca diante de uma imagem pensando que ela é mais importante do que a pessoa que a imagem representa.

Fé infantil é achar mais importante Maria, Santo Expedito, Santa Rita, São Judas ou qualquer outro santo, nos desviando de Jesus o único salvador e redentor do mundo.

A fé infantil me faz seguir a minha fé católica mas, por via das dúvidas, ir ao centro espírita durante a semana, ou consultar pais de santo, ver minha sorte no tarô, deixar-me guiar pelo horóscopo do dia.

A fé infantil não foi aprofundada na vida em comunidade, na oração pessoal e comunitária, no escuta da Palavra de Deus, no estudo das verdades que proclamamos.

A fé infantil não nos faz discípulos missionários, discípulos apaixonada por Jesus Cristo e seu Evangelho e missionários que gritam como o apóstolo São Paulo: Ai de mim se não evangelizar!

Mas atenção! Não confundir fé infantil com a infância espiritual. A infância espiritual foi o caminho seguido por Santa Terezinha do Menino Jesus. Ela se abandonou nos braços do Pai do céu, para aprender dele a caminhar na vida, a ser boa filha dele, a ser boa irmã na família de Deus, a ser missionária de Jesus.

Certamente haverá muitos outros sinais de fé infantil. Eu apenas citei alguns. Peçamos ao Senhor que nos faça crescer em nossa fé.

 

 

Nome: Maria Helena de Souza - São Paulo/SP

Maria Helena Pergunta: Um menino de 12 anos chamado Vitor me perguntou como nasceu Deus. Nenhum padre nunca soube falar. Eu gostaria de saber para dar uma resposta para ele.

Pe. Cido Responde: Vitor, meu amigo. Eu convido você a olhar para as coisas deste mundo. Se você vê uma árvore bonita, você tem que pensar que houve um momento em que alguém, uma pessoa, um passarinho ou o vento jogou uma semente no chão e ela brotou e virou árvore. Se você vê fogo é porque alguma coisa o produziu. Se você vê um carro, é claro que alguém o fabricou. Se você come uma fruta, você vai logo descobrir que foi alguém que a plantou. Então você está certo quando pergunta como e quando começou Deus. Para existir alguma coisa neste mundo é sempre preciso de alguém para fabricá-la, plantá-la, construí-la. Não existe nada que não tenha sido produzido, criado, inventado, plantado, realizado por alguém. Agora, se nada existe ou acontece porque alguém criou, é preciso que alguém tenha criado e alguém que tenha começado tudo pela primeira vez. Por isso uma das provas de que Deus existe é esta: Ele não teve começo e começou tudo o que existe. Deus é o criador de tudo. Ele é que disse: "Comece a existir o mundo com tudo o que nele existe." Deus é o criador e não foi criado por ninguém.

Agora pense também numa coisa, Vitor. Vamos imaginar que você está passeando num jardim e debaixo de uma árvore você encontra algumas folhas caídas que formam a letra A. Você pode ficar admirado. Puxa, que coincidência. Essas três folhinhas caíram da árvore e formaram a letra A. Agora você imagine que dando um outro passeio você encontre uma linda poesia escrita no chão as folhas da árvore. Você vai dizer que foi uma coincidência? Claro que não! Alguém teve a paciência de ficar horas e horas ajuntando as folhas para escrever hino nacional.

Pois é, Vítor. Olhe para você. Tudo no seu corpo está bem organizado. Olhe para o mundo, você percebe que está tudo bem ajeitado: as plantas, os animais, o sol iluminando o dia, a lua iluminando a noite. É muito bobo quem pensa que isso aconteceu de uma hora para outra, não é mesmo?

Então Vítor. Para que tudo existisse foi preciso que alguém começasse tudo. Esse alguém é Deus. Ele não foi criado por ninguém e criou tudo o que existe no céu, na terra. Foi ele que organizou tudo, o mecanismo das horas, o movimento das águas, os astros, as estrelas.

A gente pode pensar em Deus assim como aquele que deu o chute inicial no jogo da vida. Deus não foi criado. Ele é o criador de tudo. Deus não tem pai. Ele é o Pai dos pais.

É por isso que a gente diz Vítor que Deus não teve começo. Sempre existiu. E Deus não tem fim. Ele é eterno. E por que tudo existe? Por que Deus pensou em nós.

Veja, Vítor. Quando você estava para nascer, seu pai, sua mãe prepararam o seu quarto, o seu berço, arrumaram sua roupa, cuidaram para que nada faltasse a você.

Deis. o nosso pai, antes de criar o homem também preparou a casa para ele.  É por isso que a Bíblia conta que Deus criiou o mundo e tudo o que nele existe, isto é, preparou a casa, o berço, a alimentação e depois criou o homem e a mulher, a sua criação mais perfeita. E Deus nos criou com amor, por amor e para o amor. Por isso é que Jesus, o Filho amado de Deus veio até nós e nos falou do Pai do céu e até nos ensinou a falar com ele.

Pra terminar Vítor, me deixe dizer a você como é Deus. Deus é onipotente. Ele tudo pode. Ele é onisciente, isto é, ele sabe tudo. E Ele é onipresente, isto é, está em todo lugar. De vez em quando, então, Vítor, feche seus olhos e sinta Deus presente na sua vida e agradece a ele por tudo de bom que existe na sua vida. Um abraço, viu?

 

 

Nome: Tamires Itajubá/MG

Tamires Pergunta: Padre eu quero saber, se é preciso você pedir a benção pra sua madrinha de primeira eucaristia, porque eu não tenho a minha madrinha de batismo ela faleceu quando eu tinha 8 anos de idade, eu tenho 16 anos e fiz a minha primeira eucaristia esse ano e escolhi a minha prima que eu gosto muito e é uma pessoa muito querida pra mim eu considero ela como se fosse a minha irmã. E todo o dia que eu a vejo eu peço a sua benção pro meu dia.

Pe. Cido Responde: Tamires, eu sou mineiro como você. Sou de Carmo do Rio Claro, cidade que fica entre Alfenas e Passos. Como você sabe, em muitos lugares em nosso querido Estado de Minas Gerais e em muitos outros lugares do Brasil, há o bonito costume de se pedir a bênção para os pais e também para os padrinhos seja de batismo, crisma ou casamento. É uma forma de reconhecermos a autoridade e o amor de nossos pais por nós e de reconhecermos a paternidade espiritual de nossos padrinhos.

Infelizmente, Tamires, hoje este hábito está cada vez mais  sendo deixado de lado. Paciência! É claro que não é obrigatório. Mas abençoar alguém, ainda mais quando quem abençoa é pai, mãe, avô, avó, tio, tia, padrinho, madrinha..., é um ato muito bonito. A palavra abençoar tem tudo a ver com a palavra "bendizer". Significa invocar sobre o outro a benção de Deus, significa dizer uma palavra boa sobre alguém. Por sso, Tamires, repito, você não é obrigada a pedir a bênção de seus pais, padrinhos, avós. Mas eu acho que é muito bom, mas muito bom a gente pedir esta bênção. Quem melhor para dizer uma palavra boa sobre nós do que quem nos ama, não é mesmo? Repito, embora o costume de se pedir e de se dar a bênção sobre filhos, netos, sobrinhos, afilhados tenha caído em desuso, por que não recuperar este costume? Até porque quando mais abençoados formos, mais felizes seremos também. A decisão é sua, viu Tamires?

Rômulo Pergunta: Padre Cido, oi tenho 12 anos, sou católico praticante e no dia de São Cosme  e Damião, eu e meus amigos fomos a um centro espírita, lá estavam recebendo segundo eles umas entidades e nos entrosamos com aquelas entidades. Enfim, eu queria saber se isso é pecado ou alguma coisa errada ? e se poderia voltar lá?

Pe. Cido Responde: Ô Rômulo, há uma frase interessante que diz assim: A gente é o que come. Se eu como comidas gordurosas eu vou ficar como elas. Gordo e sem saúde. Se eu como comidas boas balanceadas, eu vou ter uma qualidade de vida boa. Isso vale também, Rômulo, para o que eu como intelectualmente. Se eu alimento minha cabeça com as porcarias que não constroem nada, eu vou me prejudicar, claro que vou. Se eu alimento minha cabeça com drogas no sentido real da palavra ou no sentido simbólico da palavra como pornografia, programas de televisão carregados de preconceitos, eu vou me tornar aquilo que eu "comi" intelectualmente. E na vida espiritual é a mesma coisa. Se eu não me alimento com a Palavra de Deus, com a comunhão, com a oração pessoal e comunitária, com o amor fraterno, minha vida espiritual vai sentir falta. E se eu vou a centros espíritas e me alimento espiritualmente do que me oferecem, eu vou me transformar naquilo que engoli.

Ô Rômulo, o fato de você ter ido ao Centro Espírita, sendo católico praticante, é complicado. Você deixou o alimento que a sua fé católica oferece a você para comer algo que só interessa aos espíritas. Não brinque com estas coisas, meus irmãos. E digo mais a você: Sendo católico praticante é até uma falta de respeito com os espíritas você e seus amigos irem lá e participarem de uma festa que não era para vocês e comer uma comida espiritual que não era para vocês. Meu conselho? Respeite todas as religiões, mas viva intensamente a sua. Está legal? Um abraço do padre Cido.

 

 

 

Nome: João Tiburcio - Colatina/ES

João Tiburcio Pergunta: Porque no tempo do Advento se usa a cor roxa?. A cor Rocha não é da Quaresma?.

Pe. Cido Responde: João, você faz uma pergunta muito interessante. De fato, a cor rocha lembra penitência na quaresma, lembra dor e luto nas missas de defunto. E no Advento? Por que usá-la? Eu digo a você que o tempo do advento é tempo de arrumar a casa, de arrumar o coração, de se preparar para receber uma grande visita que vem mudar nossa vida. 
Nós não vamos usar o branco no Advento, porque é preciso que o branco brilhe quando chegar a visita que esperamos. Uma luz imensa vai brilhar para os que andam nas trevas. Mas só quando chegar o
visitante. Não vamos usar o vermelho, porque aguardamos a chegada de Deus em nossa história e ele vem como um menino. Não é o Espírito Santo que aguardamos como em Pentecostes. Não é um mártir que aguardamos, como nas missas dos mártires. Aguardamos o Filho de Deus que vai entrar na nossa história. Não vestimos o verde, embora o Advento nos fale, todo ele, de esperança. Mas o verde nós usamos para o tempo comum, tempo de iluminarmos nossa vida com a Palavra de Deus, sem grandes festas a celebrar.
Usamos o roxo, ou o lilás, então. E o porque
aqui está: Ainda que o Advento nos pede uma arrumação do nosso coração para a chegada de Jesus, ele não é um tempo penitencial, como na quaresma. É tempo de arrumar o coração, a casa, a vida. Sim, é uma grande faxina.  Ninguém faz faxina com roupa de festa, não é mesmo? Usamos o roxo, porque o tempo do advento é um tempo de sobriedade. Por isso nem cantamos o "glória", para que o "glória" exploda de nossos corações, na noite bonita do Natal. Usamos o roxo, para que nada nos desvie da atenção que devemos dar à preparação para o Natal. O nosso coração sente fome e sede de Deus. Nós exprimimos isso na sobriedade do roxo e das orações. Como um lamento nós clamamos: "Vem, Senhor, vem nos salvar!

Nome: Daniel Scarpin -  Pato Branco/PR

Daniel Scarpin Pergunta: Tenho 16 anos participo do grupo de Jovens da Paróquia São Pedro Apóstolo. Acho que os jovens estão um pouco confusos sobre o uso da camisinha. O que a igreja está recomendando para os Jovens nos dias de hoje?

Padre Cido Responde: Daniel a Igreja não mudou sua opinião a respeito da camisinha e não vai mudar jamais. Ela entende que o sexo fora do matrimônio foge ao projeto de Deus que colocou em nós a sexualidade a serviço ao amor e da procriação dos filhos. Sexo fora do matrimônio, portanto, Daniel, com ou sem camisinha, é pecado contra o sexto-mandamento, isto é: "Não pecar contra a castidade". A Igreja entende, Daniel, que a sexualidade humana é muito bonita para ser banalizada com prejuízo para o homem e para a mulher, com o desrespeito ao corpo do outro, com o desrespeito particularmente à mulher, sempre a mais prejudicada numa relação sem amor. A Igreja não quer que o sexo seja visto como um ato fisiológico apenas. A Igreja entende, enfim, que a camisinha não é eficaz na prevenção da Aids, porque o que é eficaz mesmo é a fidelidade na relação é a não banalização do sexo.
Sabe Daniel, quando o Papa falou a respeito da camisinha ele disse unicamente isso : que quando uma pessoa soropositiva, que se prostituí, seja homem seja mulher, usando a camisinha está preservando da doença o parceiro ou a parceira. Isso é positivo. É sinal de que ela está
tendo um início de consciência a respeito da responsabilidade que lhe cabe em não difundir o vírus da Aids. Enfim, Daniel, no mundo em que vivemos, em que cresce o culto ao prazer a qualquer custo, a Igreja com a sua moral é uma instância crítica. Ela quer que se discuta a fundo a sexualidade. Isso, porém, parece não interessar tanto à sociedade moderna, que olha o sexo apenas como uma atividade física, sem necessidade do amor e da abertura para a vida. Fique com Deus, Daniel! Que ele abençoe você e sua família. 

Nome: Jessika - Parnaíba/ PI

Jessika Pergunta:  Porque fazer a Primeira Eucaristia?

Pe. Cido Responde: Jéssica. Você me pergunta sobre a importância da primeira comunhão. Nossa Mãe do Céu! A primeira comunhão tem muita importância. Veja só:

1. É a primeira experiência forte de Jesus na vida da criança, do adolescente, do jovem, do adulto, do idoso, do homem e da mulher.

2. Sendo a primeira, é o início de uma vida de comunhão com Jesus. A pessoa comunga Jesus e Jesus comunga a pessoa.

3. A primeira significa que depois haverá milhões de vezes na vida da pessoa em que ele receberá Jesus. é uma pena que tem tanta gente que faz da primeira comunhão a última. Então a primeira vira única e isto é muito triste.

4. A primeira comunhão é uma festa da vida da pessoa. Jesus fica feliz, porque ganhou um discípulo, um amigo que quer que ele, Jesus, seu companheiro pela vida afora.

Por tudo isso e por muito mais Jéssica é que a primeira comunhão deve ser muito bem preparada. Não pode ser feita de qualquer jeito. A preparação deve ajudar a pessoa a se inserir na família de Deus de tal forma que quando ela for à missa se sinta membro da família em volta da mesa onde o Pai vai alimentar os filhos com seu Filho Jesus, o Pão da vida.

É isso aí, Jéssica. Não sei se você é criança, jovem, adulto ou idoso. Não importa. O que importa é que a sua pergunta nos ajudou a entender a beleza de se preparar para a primeira comunhão que marca o início de uma vida de profunda comunhão com Jesus o Pão descido do céu.

Nome: Ana Zag - São Paulo/ SP

Ana Pergunta:  Meu marido faleceu e foi cremado. Depois de pegar as cinzas um padre poderia dar benção ou benzê-las?

Ana, minha irmã. A primeira coisa a dizer a você é que o ritual da Igreja não prevê uma bênção para as cinzas. O que o ritual prevê são orações durante o velório e uma prece junto ao corpo que será cremado. Uma vez transformado em cinzas ou seja, o corpo após voltar a ser pó como o corpo que foi sepultado normalmente, nós nos lembramos da pessoa e oramos por ela com missas e preces especiais e pronto. A alma vai descansar no coração de Deus à espera da ressurreição final.

Não se preocupe, portanto, em benzer as cinzas de seu esposo. Preocupe-se, sim, em orar por ele agradecendo a Deus as graças que ele recebeu em vida, a graça que ele foi para você  nos anos todos de casamento que vocês viveram juntos, e suplicando a misericórdia de Deus pelos pecados dele.

Lembro ainda a você que durante séculos a Igreja foi contra a cremação dos corpos por força das posições da maçonaria que entendia que todos os corpos deveriam ser cremados e transformados em adubo. A Igreja sempre pregou a dignidade do corpo humano, templo do Espírito Santo após o Batismo, e dignificado mais ainda quando Jesus assumiu ser igual ao nós em tudo, menos no pecado, e assumido a nossa humanidade. Jesus é a Palavra viva do Pai encarnada no nosso meio. Faz pouco tempo, portanto, que a Igreja aceitou a cremação dos corpos por razões sanitárias. Aceitou e até compôs um ritual próprio para reger a oração no crematório. Fique com Deus, Ana. Que ele abençoe você e sua família.

 

Nome: Thais - Uberlândia/MG

Thais Pergunta: Quero falar sobre o medo mas eu queria uma ajuda ? O que falar?

Pe. Cido Responde: Thais, começo a responder sua pergunta cheio de medo. Medo de não ter entendido sua pergunta. Medo de não dar a resposta que você espera. Você quer falar sobre medo comigo? Ou para um amigo? Vai dar uma palestra sobre o medo?

Eu penso, Thais, que o medo é uma reação normal do nosso inconsciente e até do nosso corpo. Diante de situações que não podemos controlar, a gente tem medo. O medo é útil porque nos coloca em alerta. O medo nos faz prudentes. E a prudência é importante para não colocarmos em risco nossa própria vida. Acontecerá muitas vezes em nossa vida situações difíceis que vão exigir de nós o contrário do medo, a coragem.

O medo vira doença, Thaís, quando nos impede de caminhar, de tocar a vida, de decidir. Muitas vezes o medo vira um distúrbio mental que exige até um tratamento médico com psicólogos e psiquiatras. É o caso das "fobias" todas que a medicina registra. A palavra grega "fobiia " que dizer medo e há pessoas que desenvolvem muitos tipos de fobia.

Thaís. Se você queria falar do medo comigo porque tem muito medo já venceu o medo porque me questionou. Se você queria apenas uma ajuda para vencer seus medos, penso que já dei dando algumas pistas. Você pode continuar a pesquisar sobre o medo. O assunto dá muito pano para manga. Eu termino, minha querida Thaís, lembrando a você quatro caminhos para vencer o medo.

1. Confiar em si mesma. Ser prudente mas enfrentar os desafios com coragem.

2. Pedir a ajuda dos familiares, das pessoas que mais nos amam. Você não imagina o quanto nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos podem nos ajudar.

3. Se for o caso, procurar um médico. Tem gente que tem medo de procurar um psicólogo ou psiquiatra, achando que serão considerados loucos. Bobagem.

4. Por fim, confiar sempre em Deus, rochedo seguro em que podemos firmar o barco da nossa vida. E fica para você a frase linda de Jesus: "Não tenhais medo!"

Nome: Lincoln - Fortaleza/ CE

Lincoln Pergunta: Fazer aquilo com a namorada (sexo)é pecado? Eu sinto vontade... é pecado?

Pe. Cido Responde: : É curiosa a sua pergunta, Lincoln. Lá no fundo do seu coração você mesmo já entende que há maneiras e maneiras de se faze sexo. Quando você diz "fazer aquilo" você já está dando uma dica de que se trata de uma coisa suja, proibida, pecaminosa. E esta é uma forma torta de se ver o sexo. Então eu vou tentar passar para você o que a Igreja ensina sobre o sexo.

1. A sexualidade foi colocada em nós pelo próprio criador. Portanto, o sexo jamais pode ser visto como uma coisa suja. 

2. Mas o sexo não pode ser visto também, Lincoln, simplesmente como algo fisiológico, como urinar, defecar. E tem gente que pensa que sexo é assim.

3. Lincoln, a sexualidade está a serviço do amor e da procriação dos filhos. O prazer que o sexo dá está voltado para a criação. E o amor do homem e da mulher se completam na relação sexual.

4. Lincoln, o sexo passa a ser pecado quando escraviza as pessoas, quando faz das pessoas objeto. Que pecados terríveis são, por exemplo, o tráfico de mulheres e de crianças, a pedofilia e tantos outros. Quando alguém paga para fazer sexo está contribuindo para a marginalização dos prostitutos e prostitutas.

5. Por tudo isso que eu disse acima, meu irmão, eu acho que você já entendeu que o sexo para a Igreja só tem sentido entre um homem e uma mulher que se consagraram um ao outro no matrimônio, numa relação de profundo amor e respeito. Lincoln, você afirma que sente vontade de fazer sexo. Louvado seja Deus. Significa que você é uma pessoa normal. Respeite, porém, seu corpo e o corpo de sua namorada. Até porque numa relação sexual muitas vezes a que sai perdendo é sempre a mulher. Guardem-se os dois para aquele dia lindo em que cada um poderá ser inteiramente do outro. E obrigado pela sua pergunta. Quanta reflexão ela nos sugere, não é mesmo?

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Nome: Marco Aurélio dos Santos—Blumenau/SC

Marco Aurélio Pergunta: Boa tarde Padre Cido, me chamo marco, sou de Blumenau, SC e gostaria de uma ajuda do Sr, gostaria de saber se estou certo ou errado quanto à uma opinião própria minha. Acontece o seguinte padre, sou católico de nascença, minha esposa é messiânica, acredita em reencarnação e tal, meu pai diz que o espiritismo é coisa do demônio, e que só a igreja católica é a correta, tudo bem, agora, padre, eu hoje em dia, penso da seguinte forma, não sei se estou certo, por isso quero sua opinião.

Jesus, veio ao mundo para pregar o amor, a base de tudo é o amor, Jesus nunca julgou ninguém e pede para nós fazer-nos o mesmo, questionei meu pai quanto a isso, antigamente eu discutia com os evangélicos, hoje noto que isso não vale a pena, pois penso da seguinte forma, de que adianta discutir ou ganhar uma discussão? Isso não é somente um alimento para o ego?Padre, pelo que eu saiba, Madre Tereza nunca tentou converter ninguém, ela pregava simplesmente o amor, e era este amor que ela transmitia é que divulgava o amor de Jesus.
Padre,
uma coisa eu acredito que aprendi com a vida, existem espíritas santos,budistas santos, evangélicos santos, pessoas santas em qualquer que seja a religião, desde que, sua vida seja de amor, de vivência da palavra, de vivência do amor, ajudar o próximo, dar carinho e afeto a quem precisa.

Agora padre, eu peço que me responda :Se a pessoa é espírita, ou budista, ou muçulmano, ou de qualquer religião que for, e ela pregar o amor e viver o amor, ela é condenada por não ser católica, mesmo que tenha nascido católica e depois trocado de religião? Será que não foi nesta outra religião que ela conseguiu encontrar Deus? Deus não está em todas as religiões que o buscam verdadeiramente?

Desculpe padre se incomodo, mas acredito que Deus é muito maior que dogmas, Deus é amor e onde existe amor acredito que ali Ele está. Sou Católico viu padre, mas não posso dizer para o senhor que concordo 100% com tudo, mas acredito , que a base, o fundamental de tudo, é o amor por Deus e ao próximo que me farão ou não ir ao paraíso. Padre, será que estou certo?Será que estou no caminho certo? Aguardo uma resposta sua e desde já agradeço. Ah!!Por favor, reze por mim e minha família.Que Jesus e Nossa Senhora o abençoe, e lhe dê força para uma santa caminhada...A benção Sr Padre Cido.

Pe. Cido Responde: Marco Aurélio, a intolerância religiosa é terrível. Ela nos coloca na situação do náufrago ao qual atiraram uma tábua. Ele se abraça àquela tábua e agride todos os que se aproximam dele ou ameaçam a sua segurança. O fanático age assim, meu irmão. Ele agride que ameaça sua segurança.

Por isso, devemos aprender a ser tolerantes, a respeitar a experiência religiosa do outro. Esta tolerância  nos permite, até mesmo, orar juntos, a esquecer o que nos divide a destacar o que nos une.

Agora, cuidado, Marco Aurélio. O que não podemos é, em nome da tolerância, perder a nossa identidade. Somos católicos, temos verdades em que cremos, aceitamos e vivemos. Por que não viver intensamente a nossa fé? Por que não testemunharmos esta fé? Se alguém acredita no espiritismo, tudo bem. Que viva segundo sua crença. Se alguém é messiânico, que viva segundo esta expressão religiosa. Nós, porém, vamos viver intensamente a nossa fé.

Discussões sobre religião é bobagem. A discussão é diferente do diálogo. O diálogo supõe que cada uma viva intensamente a sua fé. A discussão muitas vezes leva as pessoas a imporem sua fé.

Há alguns valores que unem todas as religiões, como você mesmo já percebeu: o sentido do sagrado, a fé, o amor ao próximo, a paz. O maior contra-testemunho que uma religião dá  atacar outra ou condenar outra, como se Deus se pautasse por nossos critérios humanos.

Agora, volto a insistir. vivamos intensamente nossa fé católica e que outras expressões religiosas cristãs entendam que é a mesma paixão por Jesus que nos une, e que outras expressões religiosas não cristãs entendam que para nós Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Um abraço fraterno!

 

Nome: Telma - Belo Horizonte/MG

Telma Pergunta: Como fazer para ser uma missionária na Amazônia ? ou em qualquer outro lugar necessitado?  Meu nome é Telma, sou Psicóloga.

Pe. Cido Responde: Telma, que bom saber de seu desejo de ser missionária, de se colocar a serviço de Deus e do Evangelho seja na Amazônia, seja lá onde precisar. É maravilhoso poder ser um sinal do amor de Deus junto aos que precisam e que às vezes sofrem tanto a ponto de se perguntarem se são ou não amadas por Deus. Alguém que de forma concreta leve amor, carinho, atenção para essas pessoas ajudam-nas a encontrar o Deus que se define como Amor.

Telma, o primeiro passo a ser dado por você é estar profundamente engajada numa comunidade cristã - paróquia, pastoral, associação religiosa, movimento. Nesta comunidade você vai amadurecer mesmo o seu propósito missionário.

Você pode também entrar em contato com congregações religiosas que enviam missionários consagrados e missionários leigos para as terras de missão, dentro e fora do País. Eu sei de muitas congregações que tem leigos associados, que vivem o carisma missionário e são enviados aos seus postos missionários.

Acima de tudo, Telma, ore muito, peça a Deus que lhe mostre o caminho em que você irá anunciar Jesus, prestar um serviço fraterno e, o que é mais importante ainda, ser feliz, muito feliz. Deus ajude você.

 

Nome: Livia - São Paulo/SP

Livia Pergunta: Gostaria de saber se há alguma possibilidade de casamento na igreja de católica e ateu?

Pe. Cido Responde: Lívia, é claro que pode acontecer realizar o casamento quando uma parte é católica e a outra atéia. Há, porém, algumas condições que não aceitas impedem o celebração. Vou dizer a você. A parte católica (o homem ou a mulher) deve comprometer-se a viver a sua fé e a educar os filhos na fé católica. A parte não católica, ou atéia, por sua vez tem que aceitar esta condição. Caso, contrário, o casamento não será realizado.Outra coisa: é preciso que haja um profundo respeito mútuo.

A parte católica há de respeitar o ateísmo da parte ateia ou a experiência diferente do parceiro ou da parceira. Sem esse respeito fica difícil a caminhada dos dois. Além de tudo isso, Lívia, a parte católica deve pensar bem se a diferença de experiência religiosa não irá perturbar a paz tão necessária na vida familiar. O amor entre as duas partes é imprescindível, é claro, mas há questões práticas que, se não resolvidas antes, após o casamento se tornarão motivos de desacertos, desencontros prejudiciais ao relacionamento do casal e até na formação dos filhos. Fui claro, minha irmã? Tomara! Fique com Deus

Nome: Natália  - Cidade: São Joaquim da Barra/SP.

Natália Pergunta: Pe. Cido tenho uma duvida sobre um batizado, meu marido foi chamado para batizar uma criança com outra pessoa só que eu não aceito. Então minha sogra me falou que e pecado ele recusar e que faz mal recusar um batismo e se recusarmos não poderemos batizar mais ninguém, mas a mãe da menina prometeu para essa pessoa que ela ia batizar a menina. Então eu não poderia batizar ela, ai ela chamou só o meu marido. eu fiquei com duvida sobre isso. já uma amiga minha falou que não e bom ele batizar a menina com outra pessoa, porque não faz bem pro meu casamento.Eu não sei o que fazer me ajuda, eles querem uma resposta e eu não sei o que dizer.

Natália, eu acho muito estranho convidar para padrinhos duas pessoas que não são marido e mulher. É o que dá homenagear alguém chamando esse alguém para padrinho. Batismo é coisa séria. Sabe que no Nordeste do País muitos coronéis faziam do batizado uma forma de opressão sobre os pobres. Esses pobres, que tinham um desses coronéis como compadres se sentiam obrigados a votar nesses coronéis ou mesmo a trabalhar quase de graça para eles.

O certo é convidar um casal bem casado, com uma vida familiar exemplar, cristão, católico praticante, que possa ajudar o afilhado ou a afilhada a viver a sua fé. Mas vamos ao seu caso.

No seu caso, seu marido foi convidado, e como a madrinha já tinha sido convidade, os pais ficaram sem jeito de desconvidá-la, se é que eu entendi bem. Então eu penso nas seguintes alternativas:

1. Não ligue pra isso, não. Você casou-se em comunhão de bens. Então, queira ou não queira, você também será madrinha dessa criança. Você vai ajudar seu marido a ser um bom padrinho para essa criança.

2. Converse com os pais. De repente, no final do Batismo você pode segurar a criança enquanto o padre a consagrar a Nossa Senhora. Você será madrinha de consagração. Que tal?

3. Uma terceira alternativa seria um padrinho e duas madrinhas. Mas isso é preciso muita conversa entre pais e futuros compadres e também com o padre.

Em todo caso, minha irmã, não coloque dificuldades nesse batismo. Ao lado do seu marido você poderá ajudar esta criança como uma verdadeira madrinha, dando alegria aos pais.

Quanto ao resto, tudo que foi falado a você sobre recusar, não recusar, fazer mal para o seu casamento, é tudo bobagem. Não encha sua cabeça com isso. Deus é maravilhoso e não castiga ninguém por situações que não dependem da vontade sua e das partes envolvidas.

O importante, repito, é que esta criança cresça bem acompanhada, amada e instruída na fé por seus Pais e Padrinhos.

 

Nome: Fernanda - Cidade Joenvile/SC

Fernanda  Pergunta: Olá Bom Dia Pe. Cido! Venho hoje pedir um auxilio.  Sou católica, tenho 19 anos e mãe solteira. Há um ano e quatro meses sou noiva de um rapaz muito bom pra mim e pra minha filha. Minha família gosta muito dele e a dele gosta de mim e de minha filha. Ele é Evangélico. Bom, ele se diz evangélico, mas não vai a igreja. O Pai dele vem de família católica todos praticantes mas a mãe mudou de religião quando ele ainda era pequeno. Eu o amo muito e sinto que ele também me ama. Não falamos muito sobre o casamento, pois sempre gera brigas. Eu já deixei bem claro que só caso na Igreja católica. Antes ele se revoltava falava que eu não conhecia Jesus enfim... Rezei muito e hoje ele não concorda mas também não discorda, porém preciso de uma ajuda uma palavra de auxilio, como agir Padre em uma situação como esta. Sofro muito com isso. Ajude-me por favor!

Pe. Cido Responde: Fernanda, primeiramente me deixe cumprimentar você por ter assumido a maternidade com responsabilidade e estar criando sua filhinha com muito amor. Que bom que você tem o apoio de sua família, caso que não acontece com muitas jovens mães solteiras como você.

Agora vamos falar de seu namorado. É claro, Fernanda, que ser evangélico não é defeito. Alguém que segue Jesus está no caminho certo. Pertencer ou não à nossa Igreja Católica é apenas um detalhe, desde que, preste atenção, desde que haja um profundo respeito de sua parte pela opção dele e um profundo respeito dele por sua opção.

Além disso, Fernanda, seja firme, não volte atrás no seu propósito de se casar com ele na sua Igreja Católica. Uma prova de amor da parte dele é aceitar esta sua decisão. Como prova de amor da sua parte, você pode até solicitar, após o casamento, uma oração do pastor da Igreja dele.

Lembre-se também, Fernanda, que você assumirá um compromisso que ele deverá aceitar de educar sua filha e os futuros filhos na Igreja Católica.

Eu me preocupo, minha irmã, é com o fato de você não falar muito em casamento para não haver briga. Está na hora de falar sim, com carinho, respeito e amor. Pense no seu futuro. Não prolongue uma situação indefinidamente.

Acerte logo este casamento, minha irmã. E viva feliz com seu esposo, educando na fé sua filha e os futuros filhos que tiver com ele. Oro por você, viu?

Nome: Expedito Felipe  - Cidade: Cotia/SP.

Expedito Felipe Alencar Pergunta: Eu tenho uma dúvida que há tempos não consegui achar uma resposta satisfatória, é a respeito da eucaristia. Lendo a Carta aos Hebreus, capítulo 10, me perguntei: "Se Jesus morreu uma vez pelos nossos pecados, e não são necessários mais sacrifícios pelos pecados, pelo que é o sacrifício da santa missa?"

Pe. Cido Responde: Expedito, aí é que está a beleza da Eucaristia. Onde você vê uma não necessidade do sacrifício eucarístico é a Igreja nos mostra a importância deste sacrifício. Realizado uma ver por todas na cruz, o sacrifício de Jesus se atualiza perpetuamente na vida da Igreja através da santa missa. Para quê? Para que agradeçamos constantemente o amor infinito de Jesus revelado no sacrifício da crua. Para que possamos constantemente ser remidos pelo Cristo, porque embora já realizada a nossa redenção, o pecado está sempre fechando o nosso coração a esta redenção. A nossa redenção é, sim, obra de Deus, mas exige a aceitação de nossa parte. Pense, meu irmão, nas tantas vezes que pecamos. E Deus não desiste de nós. Por isso, participar do sacrifício de Cristo atualizado em nossos altares é sempre de novo experimentar o amor do Cristo que perdoa, nos devolve a filiação divina, transforma nossas vidas. Eucaristia é, portanto, ação de Graças, Expedito. Nos reunimos para dar um coletivo "obrigado" a Deus por nos amar tanto em seu filho Jesus morto e ressuscitado. Eucaristia é, portanto,  alimento. Na caminhada da vida, o corpo triturado do Cristo, o seu sangue derramado, nos fortalecem para evitar o pecado e andar na graça de Deus. Eucaristia é, portanto, sacrifício. Em cada missa o sangue do Cristo nos lava, nos purifica. Oferecemo-nos a Deus e Deus se dá a nós. Eucaristia é, portanto, encontro de irmãos em torno da mesa. O Pai nos reúne, nos instrui e nos alimenta a nós que somos seus filhos no Filho Jesus e na comunhão do Espírito Santo. Espero ter esclarecido você, meu querido irmão. Deus o abençoe.

 

Nome: Danúbia - Cidade:  Salvador/BA

Danúbia Pergunta: será que Deus vai me aceitar se eu for bissexual?

Pe. Cido Responde> Ô Danúbia, você me faz uma pergunta que me deixa pensativo. Você diz: "Deus vai me aceitar se eu for bissexual". Este "se" que você coloca primeiramente dá a impressão de que você não é bissexual e está pensando em ser bissexual. Este "se" parece também uma confissão de que você é e tem medo de assumir. Em todo caso aqui vai uma reflexão para você. Danúbia querida. Que Deus seria o nosso se discriminasse um filho ou uma filha por ser bissexual? Deus não faz discriminação de pessoas, minha irmã. Não faz mesmo! Todos somos filhos amados. As discriminações quem as faz somos nós seres humanos. Bote isso na sua cabeça e no seu coração. Mas continuemos nossa reflexão. Será que você é bissexual? Sendo ou não, busque ajuda para não sofrer. Abra o coração com alguém que ama você. Por que não seus pais? Por que não um diretor espiritual? Por que não um amigo? Procure um psicólogo para ter algumas certezas no seu coração, viu?
Você não pode, Danúbia, é guardar isso no seu coração sem pedir socorro. E lembre-se: carregue o seu coração de certezas. Sem elas vai ser difícil você tocar
a vida. E confie em Deus, sim. Peça a ele que ilumine seu coração e a ajude para você mesma tomar as decisões que achar interessante. E eu repito: Tire da sua cabeça esta preocupação em relação ao Deus. Você é uma filha muito querida de Deus. Independentemente de suas escolhas ou de seu jeito de ser Deus jamais desistirá de você e te amará com amor infinito. Um abraço fraterno, viu? 

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Nome: Daniel Alves  - Cidade: Recife/PE.

Daniel Pergunta: Padre, eu não sei mas o que fazer. Eu sou católico praticante e minha namorada é judia. Segundo ela, o pai pode não aprovar a união porque sou católico. A gente se ama, queremos ficar juntos e estamos pensando no que fazer... Só que eu não sei por onde começar... Só queremos ficar juntos, independentemente de religião. Não é verdade que o que Deus uniu o homem não separa? O que eu faço, qual argumento devo usar para falar com o pai dela? Ele não é Judeu, é descendente, mas segue os ensinamentos... Mas... a gente não quer se separar por causa disso. Já choramos muito. Eu preciso de alguma coisa, uma palavra, algo pra me confortar, algo que me ajude neste problema; Há alguma maneira de ficarmos juntos sem problemas?

Pe. Cido Responde: Ô Daniel, qual é, meu irmão?  Não estou entendendo você. Você se diz católico praticante e na primeira oportunidade que você tem para testemunhar sua fé quer recuar? Quer se unir de qualquer jeito?

Daniel, vá falar com o pai de sua namorada. Peite o homem. Fale do seu amor. Fale do seu propósito de fazer feliz a filha dele. E fale de sua religião católica, da sua fé, com firmeza, com convicção.

Saiba de um coisa, meu irmão. Se realmente existe amor entre vocês dois, vocês irão descobrir um jeito de respeitar cada um a opção do outro. Uma sugestão: vocês vão à Igreja Católica, tratam do casamento religioso. Depois sugerem que um rabino, após vocês se casarem na Igreja abençoe vocês também.

O que você não pode é casar-se de qualquer jeito, “juntar os trapos” apenas. O amor de vocês haverá de ajudá-los a encontrar caminhos para concretizarem o sonho de se consagrarem um ao outro diante de Deus.

Enfim, pense comigo. Vocês nem conversaram ainda com o pai dela e já estão supondo que ele vai negar o consentimento. Vão lá! Coragem! Torço por vocês.

 

Camila Geroto - São Paulo/SP

Camila Pergunta: Olá, padre! Estou partindo em viagem à Rússia e pesquisando descobri que não existem igrejas católicas apostólicas romanas por lá, apenas as chamadas ortodoxas russas. Nas minhas pesquisas vi que existem muitas semelhanças e diferenças entre as duas. Queria saber se posso frequentar as missas dessa igreja, participando do sacramento da comunhão e assim continuar cumprindo meu dever como cristã, ou, se a igreja não considera válido as missas da igreja ortodoxa.Preciso muito saber pois não queria deixar de ir na missa lá. Obrigada!

Camila, passo a você um texto que vai esclarecer a você muita coisa. Quem disse que lá não existe o Catolicismo? Ela é de 2002. Veja só:

O Arcebispo da Arquidiocese da Mãe de Deus em Moscou, Dom Paolo Pezzi, assinalou durante uma entrevista com Rádio Vaticano, que a pequena comunidade católica na Rússia enfrenta o grande desafio de levar a fé à vida pública em um ambiente de crescente secularismo, mas assinala que o catolicismo vive um momento de comovedor reflorescimento. Dom Pezzi, que se encontra em Roma em visita "ad limina" junto com outros bispos católicos da Rússia, assinalou a Rádio Vaticano que “a reconstrução, também formal, das comunidades católicas em torno dos bispos e aos sacerdotes nas paróquias: este me parece que foi o fenômeno mais significativo e inclusive mais comovedor: “Ver ressurgir estas comunidades, depois de anos de autêntico martírio e perseguição, com uma paixão pelo cristianismo, por Cristo e, por isso, pelo homem, e a fidelidade a bispos no fundo desconhecidos”, adicionou. O Prelado destacou ao respeito a reabertura do seminário católico em São Petersburgo, “o único seminário que prepara sacerdotes para toda a Rússia”. Sobre o problema da liberdade religiosa na Rússia Dom Pezzi assinalou que “existem as mesmas dificuldades que pode haver em distintos países ocidentais”, onde o cristianismo “encontra sempre neste mundo uma contraposição”.  “Diria pelo contrário que, embora não falta alguma dificuldade com certas autoridades locais, as relações com o Estado são em geral boas e recebemos ajuda quando surgiram dificuldades, sobre tudo para nossos sacerdotes estrangeiros chamados a desenvolver seu ministério na Rússia”, adicionou.
Ao referir-se às complexas relações com a majoritária
igreja ortodoxa, o Arcebispo assinalou que “posso dizer que existe uma crescente preocupação comum para que o cristianismo não se afaste da sociedade civil, mas sim possa chegar melhor a todos na sociedade”.  “A preocupação a fim de que os valores evangélicos estejam fortemente ancorados ao anúncio de Cristo mantêm nossa atenção do um para o outro, para que este testemunho, sobretudo no âmbito cultural e social, possa dar também frutos comuns”, adicionou.   “Não esqueçamos que a Rússia é um país em que, embora tantos anos de ateísmo e de aberta contraposição à Igreja, o cristianismo está em qualquer caso muito enraizado no povo. Certamente é um cristianismo que deve ser revisado conscientemente como experiência de fé”, disse também.  Dom Pezzi se referiu logo ao desafio de “uma atenção prioritária à família”, porque “se necessita um lugar em que um homem possa nascer, crescer, ser educado na beleza da vida, no gosto da responsabilidade, e isto é a família”.

Fique tranqüila, então, minha irmã. De repente você vai encontrar católicos por lá que vão ajudar você na caminhada de fé.

 

João Maria Vianei Amorim - Rio de Janeiro/RJ

João Pergunta: Pe Cido, sou casado só no civil. Vivo com minha esposa como irmão, (não temos vida conjugal, não temos filhos, e dormimos em quarto separados). Vou relatar  um fato que já confessei a um sacerdote. Há 21 anos, conheci um família composta de mãe de filha única. Ela trabalhava na mesma empresa que eu. Ela me pediu uma ajuda financeira, pois o dinheiro que ela ganhava e a pensão da menina não dava para sobrevivência das duas. Eu propus ajudá-la mas sem intenção nenhuma. Criamos uma amizade profunda. Um dia, caímos em tentação e fizemos sexo. Eu parei com isto, porém, por que achei que não estava certo. Com o tratamento da sua mãe, a mulher se tornou uma dependente química. A morte da mãe fez com que ficasse com uma depressão grave, tendo de fazer tratamento psicológico e psiquiátrico. Ela parou de trabalhar e ninguém da família a ajuda. Eu continuo ajudando a filha dela cuidando de todas as despesas. Ela me trata com carinho. Padre, eu estou cometendo pecado?

Pe. Cido Responde: João, eu acho estranho que você tenha se casado só no civil e vive como irmão, sem vida conjugal com sua mulher. Em vez de responder a você se pode comungar ou não, eu faço a você algumas perguntas. Responda para si mesmo.

1. Você vive como irmão com sua mulher desde o casamento no civil? Se vive mesmo, então por que se casou? Pelo que você diz, este “viver como irmãos” foi após algum tempo de convivência e você já se confessou. Menos mal, João.

2. Uma outra pergunta, João. Por que você não se casou na Igreja? Não se casando você desrespeitou um dos sacramentos mais sagrados. Isso não foi legal, sabe?

 3. Sabe, João, eu penso que você está fazendo algo muito bom, ajudando esta mulher no tratamento e cuidando de todas as despesas. Eu penso também que você deve procurar um outro sacerdote e explicar direitinho o que aconteceu.

 Não, meu irmão, eu não vou dizer que você pode comungar. Até porque faltam alguns detalhes. Você não me disse se a mulher já tinha se casado ou se era mãe solteira. Em todo caso, repito, responda com sinceridade as perguntas acima. Volte a falar com um sacerdote mais próximo de você. Eu penso que você até pode comungar. Mas é preciso uma longa conversa com um sacerdote. Em todo caso, acho muito bonito a ajuda desinteressada que você tem dado à mulher e à filha.

Nome: Marcela Vanussi - Cidade: Indaiatuba/SP

Marcela Pergunta: “Padre, eu sou Marcela Vanussi. Eu fui uma pessoa muito católica, que acreditava cegamente em Deus e nos ditames da igreja,  conheci uma pessoa que fez teologia, e segue a Deus, e me disse, "não acredito que você pensava que Adão e Eva existe,. Embora, tenha sido uma revelação esperada, ela fez morrer em mim, não digo que100%, mas uns 80% a fé em Deus”.... “Como entender que pessoas boas morrem cedo, após terem uma vida de sofrimento e dedicação a Deus, enquanto os ruins, os aproveitadores, estupradores, oportunistas, roubadores, pedófilos, homicidas, estelionatários entre outros se mantém vivos, impunes e felizes, usufruindo de uma vida com conforto, família e felicidade? Como acreditar que o livro sagrado nos mostra o caminho, sendo que não sabemos e não entendemos o que está escrito nele, Como estar diante de Deus e a procura da santidade se não compreendemos muitas coisas? Como ter a certeza que Deus não é apenas algo inventado pelo homem, para que nos acalmemos diante da inevitável morte?

Pe. Cido Responde: Marcela, eu fico impressionado como há certas pessoas na Igreja que não conhecem nem mesmo o catecismo que é o básico da nossa fé e saem por aí, questionando tudo. Elas fazem um cursinho qualquer de teologia, às vezes com professores que estão mais preocupados em lançar dúvidas do que animar a fé das pessoas. As pessoas ouvem as bobagens do cursinho e saem questionando a fé simples e pura que recebemos da Igreja e no colo de nossas mães.

Você é mais uma das vítimas desses “teólogos” de meia tigela. A teologia, que quer dizer “discurso sobre Deus” é para nos fazer crescer na fé, amadurecer na fé e viver a fé. Se um curso de teologia nos deixa em dúvida, nega as verdades em que cremos, não é curso de teologia é, no máximo, um curso de ciências religiosas, um estudo comparativo de religião, ou sei lá o que.  Outra coisa, minha irmã. Tanto faz crer que Adão e Eva existiram. Há tantos que crêem e eu os respeito. O importante é o que se esconde por trás da história de nossos primeiros pais e que pode ser resumida assim: Deus criou o homem e a mulher com a mesma dignidade. Propôs a eles a felicidade. Eles preferiram ouvir a serpente. Recusaram o plano de Deus. O pecado e a morte entraram no mundo. Mas Deus não desistiu de nos fazer felizes e nos enviou Jesus. E pronto!  MInha irmã querida, compre o catecismo da Igreja Católica, leia-o com o coração. Você vai ganhar muito mais. Faça uma leitura orante da Bíblia, e você vai descobrir as maravilhas que Deus tem para você e para a humanidade.

O resto que você fala em sua imensa reflexão, se refere ao problema do mal. O mal existe? Sim, mas como ausência do bem. O mal acontece por nossas opções erradas. É fruto do pecado, do “não” que dizemos a Deus e aos irmãos. Deus não fez o mal. Deus nos deu este mundo tão grande e tão bonito. Deus nos ama com amor de pai e de mãe. Pare, minha irmã, de questionar a Deus pelos pecados que nós cometemos. As dores, o sofrimento, as angústias nossas todas, são frutos de nossas más escolhas ou daqueles que nos fazem sofrer. E não é verdade que Deus permite o mal. Falar que o sofrimento de alguém é vontade de Deus é uma blasfêmia. Pense, minha amiga que o sofrimento é um desafio para nós. Se o sofrimento é nosso, somos desafiados a vencê-lo segurando com força na mão de Deus. Se o sofrimento é de nosso irmão, o nosso desafio é estar ao lado dele para ajudá-lo a se libertar.

Nossa missão, minha irmã, missão de discípulos missionários de Jesus, é fazer com que neste mundo tão ferido pelas contradições que você aponta, se transforme no reino de Deus, reino de amor, justiça, paz, misericórdia, perdão, vida, alegria etc etc etc... Fique com Deus, viu?

 

Luciano de Paula Francisco - Votorantim/SP

Luciano Pergunta: Pe.Cido Sou católico, freqüento a missa todos os domingos e sou ouvinte do programa do seu amigo Passarinho na radio nove de Julho, que as 5:30 nos dá o privilégio de ter suas inteligentíssimas respostas a todos nós. Certo dia uma amiga me fez a seguinte pergunta "porque Jesus morreu e só ressuscitou no terceiro dia" para minha surpresa a resposta foi: "Porque ele foi até o inferno resgatar as chaves do Céu para a nossa salvação" Pe. Cido. Sou católico praticante e nunca ouvi nada a respeito no evangelho? Sua Benção Pe Cido, fique na graça de Deus.

Pe. Cido Responde: Luciano, meu amigo, sua amiga está um pouquinho equivocada. Antigamente se proclamava no Credo que Jesus desceu aos "infernos", palavra que não tem a mesma conotação da palavra "Inferno", porque significa que Jesus desceu mesmo à "mansão dos mortos", como os cristãos proclamam hoje.

E porque Jesus desceu à mansão dos mortos? De maneira alguma foi para pegar alguma chave. Bom Deus! Confesso que nunca tinha ouvido esta bobagem. Todas as Igrejas cristãs crêem que Jesus desceu à mansão dos mortos para que sua morte e ressurreição tivesse um efeito retroativo, e todos os que aguardaram ansiosamente o Messias pudessem também agora participar da Páscoa do Senhor, do resgate que Jesus fez com sua morte e ressurreição. Então Luciano, é por isso que nós rezemos no Credo: Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia. Fico u claro, Luciano? Pois é, neste sentido, a salvação que Jesus trouxe ao mundo teve um efeito retroativo, porque milhões de pessoas do Povo de Deus aguardaram ansiosamente a manifestação de Deus. Em Jesus, a esperança de Israel se concretizou. Fique com Deus Luciano. Que ele abençoe você e sua família.

Antonio Ricardo - Cascavel/PR

Antonio Ricardo Pergunta: Queria saber se posso ser batizado com o espírito santo na igreja evangélica mesmo sendo católico e sem mudar de religião, quero continuar sendo católico mais queria saber sobre isso, para saber se não posso estar pecando. me ajude obrigado.

Pe. Cido Responde: Antonio Ricardo, que pergunta mais estranha a sua, meu irmão. Existem várias batismos? Inventaram mais um batismo? Há uma só fé, um só Batismo, meu irmão. E o Batismo é o Sacramento que nos abra as portas da Igreja, nos faz Filhos de Deus, discípulos de Jesus e templos do Espírito Santo. Se alguma Igreja, católica ou evangélica, faz mais de um batismo, certamente está contra toda a doutrina evangélica. O Batismo é um só. Não existe o Batismo no Espírito Santo. Alguém até pode chamar alguma experiência religiosa com esse nome, mas o verdadeiro batismo é aquele que se faz com água e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Pior ainda é você dizer que se pode receber o Batismo no Espírito Santo numa outra Igreja. Decida, meu irmão. Por que ficar pulando de religião em religião como uma borboleta de flor em flor?

Sabe, Antonio Ricardo, de repente os movimentos pentecostais inventaram o tal batismo no Espírito Santo e a Renovação Carismática Católica foi atrás. Isso vem causando confusão. Só há um Batismo, meu irmão. Para nós católicos, o Sacramento da Crisma é uma confirmação do Espírito Santo já recebido no Espírito Santo e a pessoa é ungida para o testemunho na fé. Então, coloque no seu coração: existe um só Batismo e a fórmula dele tem que ser trinitária, isto é, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Qualquer outro batismo = Batismo em nome de Jesus, Batismo no Espírito Santo, pode ser tudo menos Batismo. Vale é o seu Batismo, meu irmão, na Igreja onde você o recebeu, na nossa Igreja católica, apostólica, romana.

Elaine Barros - São Paulo/SP

Elaine Pergunta:  Pe. Cido eu e meu esposo somos católicos e por assim dizer batizados. A pergunta é: Vamos ter uma filho agora em Junho e chamamos para padrinhos um casal onde um deles é católico e o outro não. É permitido a ele batizar meu filho na igreja mesmo sem ser católico????

Pe. Cido Responde:  Elaine, no diretório dos sacramentos, a Igreja admite que alguém que não é católico seja testemunha num batizado católico. Agora, padrinho, madrinha, é mais do que uma testemunha. O padrinho e madrinha são chamados a serem pais na fé. Como alguém que não segue a fé católica pode ser "padrinho" ou "madrinha", não é mesmo? Eu penso, Elaine, e digo a você com todo carinho, que nós devemos ter o máximo de cuidado na escolha dos padrinhos para nossos filhos. O critério da amizade não pode ser o fator decisivo na escolha. Eu tenho amigos queridos, pessoas pelas quais eu tenho um carinho imenso mas que eu jamais escolheria para padrinho de um filho se o tivesse. Sabe por quê? Porque não são católicos praticantes, não vivem a sua fé. Eu espero, Elaine, que o casal que você convidou seja carinhoso para com o afilhado. Espero mais ainda que a parte católica saiba testemunhar a sua fé para o filho que chegará em breve. Que Deus abençoe vocês e que esta criança que vai nascer seja recebida com um amor imenso, como um presente de Deus.

Vera Lucia  - Porto Alegre/RS

Vera Lucia Pergunta: Tenho um irmão e uma irmã ela vai ter um bebe, fiquei muito feliz, pois vai ser a primeira criança na família, sou mais velha que ela, quanto ela era pequena eu cuidei dela,(resumindo)ela convidou para madrinha uma amiga deixando de fora os irmãos e cunhada, ela agiu certo? fiquei muito triste mesmo, o que posso fazer para não ficar assim,devo aceitar isto como comum. gostaria de saber muito a sua opinião. desde já agradeço a atenção

Pe. Cido Responde: Ô Vera Lúcia! Pense comigo. Será que sua irmã mais nova deixou de amar vocês por não convidar você e o outro irmão e a cunhada para padrinhos desta criança, a primeira, como você diz, de uma série que virão?  Eu acho que não, Vera Lúcia. Sua irmã quer bem a vocês e vocês a ela. Como vocês já serão muito próximos do sobrinho, sua irmã, a mãe da criança,  pensou convidou outras pessoas para serem os padrinhos, o que, na minha opinião, tem seu lado positivo. Ela fez algo bom para o filho. Ela ampliou o grupo das pessoas que irão ajudar esta criança a caminhar na vida. Louvado seja Deus por isso.
Você, Vera Lúcia, você e o outro irmão e a cunhada que poderiam ser os padrinhos, certamente também não deixarão de amar e fazer tudo por esta criança só porque não são os padrinhos, não é mesmo? Vocês não serão padrinhos mas são tios e podem ajudar muito o sobrinho. Dêem todo o amor que puderem a ele. Que ele saiba logo que pertence a uma família muito unida e feliz. E não deixem que estas picuinhas acabem comprometendo a união e o carinho que vocês como irmãos nutrem
uns pelos outros. A família é sagrada, Vera Lúcia! Mantenham-se unidos. Ajudem sua irmã a educar o filho na fé. E fiquem com Deus. Que ele abençoe vocês e toda a família.

Vinicius Antônio Pereira -Governador Valadares/MG

Vinicius Pergunta: Padre, estou com uma grande dúvida. A Igreja diz que a quaresma possui 40 dias (lembra os 40 dias que Jesus passou no Deserto) e se inicia na Quarta-Feira de cinzas, caso seja assim a Quaresma deve acabar no Domingo de Ramos! Contudo, vi um vídeo do Professor Felipe Aquino em que ele fala que o Papa Paulo VI decidiu estender a quaresma até a celebração da Santa Ceia, na Quinta-Feira santa. Encontrei informações contraditórias na internet, alguns dizem ser no Domingo de Ramos e outros na Quinta Feira. Caso seja assim, não estaria errado a utilização desse termo "Quaresma"? Dizem que não se contam os domingos, mas se não os contar da menos de 40 dias. E agora a Quaresma tem ou não 40 dias?

Pe. Cido Responde: Caro Vinicius, a versão mais certa para se completarem os 40 dias e contar da Quarta-Feira de cinzas até à Quinta-Feira santa, levando-se em conta que, o Tríduo Pascal, embora comece a ser celebrado com a memória da última ceia, ele é formado pela Sexta (Paixão e morte) pelo Sábado (Sepultura) e domingo de Páscoa (a Ressurreição). Entendo Vinicius a sua curiosidade. Mas lembro a você também que embora o nome Quaresma indique 40 dias, mais importante do que este número simbólico, é o que a Igreja nos propõe para a Quaresma.
Acrescento ainda uma breve reflexão para você, Vinicius. Celebremos com
entusiasmo a Páscoa do Senhor. Se a quaresma nos preparou bem para celebrar a Páscoa, a Ressurreição de Jesus, a Vitória da Vida sobre a Morte, temos mesmo que fazer uma  bela experiência de Jesus ressuscitado em nossa vida. Por isso longe de nós celebrar os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus como um teatro, como a recordação de fatos passados que nada têm a ver com a nossa vida hoje. Deixemos que Jesus ressuscite em nossa vida pessoa, familiar, comunitária. Falemos de Jesus às nossas crianças e adolescentes. Participemos das celebrações em nossas paróquias e comunidades, celebrações que são, aliás, belíssimas. E boa Páscoa para você e sua família!   

Regina Suely - Duque de Caxias /RJ

Regina Pergunta: Sou madrinha de uma menina, porém não tenho um bom relacionamento com a mãe dela (ela não aceita que eu de presentes para a menina) agora ela teve outro filho e quer que eu batize, eu recusei. é pecado?

Pe. Cido Responde: Regina, não é estranho que a sua comadre não tenha um bom relacionamento com você e tenha convidado você para ser madrinha de mais um filho? Eu estou pensando cá comigo é que você é que não tem um bom relacionamento com ela e está prejulgando a comadre, sem conversar com ela para saber as razões dela não gostar que você presenteie a afilhada. Convidar alguém para batizar o próprio filho é um gesto de carinho e você foi convidada duas vezes. Quem sabe sua comadre não deseje que você pense que ela a convidou você para ser madrinha por interesse? Quem sabe sua comadre quer apenas que você seja uma mãe na fé para sua afilhada? E por que não tomar consciência da grande consideração que sua comadre tem por você, convidando para batizar mais um filho que vem vindo?
Você recusou batizar a criança que vem vindo. Tudo bem. É um direito seu. Mas que razões você deu para recusar? Você poderá ter várias razões para recusar, mas uma não pode ser a falta de bom relacionamento, porque, a não ser que sua comadre não seja inteligente, ninguém convida alguém para uma responsabilidade tão séria se não aceita esse
alguém, se não se dá bem com esse alguém. Pense nisso tudo, viu Regina. E deixe de pensar em pecado. O pecado é coisa muito mais séria do que uma recusa de ser padrinho ou madrinha de batismo. Agora se você recusa apenas por preconceito, aí já dá pra pensar em pecado.

Rosivaldo - Alagoinha/PB

Rosivaldo Pergunta: A pouco tempo atrás o Papa disse que só poderia celebrar missa e batizado e casamentos quem realmente fosse Padre e aqui em alagoinha é uma bagunça geral o tal de Severino que se diz diácono faz de tudo na igreja casa ,batiza ,missa tudo e a noite se ama com sua esposa e leva uma vida normal. Com isso a igreja católica perdeu muitos fiés aqui como eu, que não aceito essas atitudes e não vou mais a igreja.

Pe. Cido Responde: Rosinaldo, certamente o Severino a que você se refere é, de fato, diácono permanente. Ninguém "se diz diácono". É o bispo que ordena. O diácono permanente pode ser casado. Aqui na arquidiocese de São Paulo ele tem que ser casado.  Certamente o Severino, por ser diácono assiste casamentos e batiza porque os diáconos podem  presidir casamentos e batizar. E eu digo a você com toda certeza: o Severino não celebra missa. Por que isso somente o Padre o faz. Se você tem certeza absoluta que ele "se diz" diácono, e que ele "celebra missa" denuncie ao bispo. Eu estou pensando cá comigo, que você não gosta do Severino. Se for isso, você precisa se controlar, meu querido irmão. A falta de Padres faz com que em muitos lugares, o diácono permanente assuma a paróquia e faça nela aquilo que lhe é permitido em sua condição de diácono. O diácono permanente administra a paróquia, cuida dos pobres, prega o evangelho, assiste casamentos, administra o batismo e só. Se algum diácono faz algo que não lhe é próprio como "celebrar"  (veja as aspas!), ungir doentes, atender confissão, o povo de Deus deve afastá-lo da comunidade. Mas cá entre nós, eu acho que não é o caso do diácono Severino. Converse direito com a comunidade. Você pode ter uma surpresa. Quanto ao afastamento do povo é outro problema. Pode ser mesmo que o Severino não esteja conduzindo bem as coisas. Mais uma razão para uma conversa respeitosa com o bispo pedindo providências. Um abraço fraterno! 

Margareth - Magé/RJ

Margareth Pergunta: Padre, navegando na internet cheguei a este site e justamente nesta seção de perguntas e tenho uma questão sobre os ritos católicos. Ultimamente me incomodava na hora da comunhão as pessoas ficarem sentadas quando recebiam-na e quando o santíssimo passava, muitos nem se dignavam a levantar. Então, uma voz interior me disse: você acha que tem que ser diferente então fique em pé na hora da mesma. Desde aí... fiz o que a voz interior me falou. Sei que este ato faz parte do rito católico ou não é mais costume? É certo ficar sentado nesta hora importantíssima e central da nossa fé?

Pe. Cido Responde: Minha cara irmã Margarete. Antes de mais nada deixe-me dizer que Deus não se enquadra em nossos esquemas humanos. Para Deus sempre vai valer mais a disposição do coração do que a posição do corpo. Este é o princípio geral, até porque há pessoas idosas, há pessoas com deficiência, que nunca vão poder se ajoelhar por razões óbvias e nem por isso a adoração e a oração delas diminui de valor. Agora, minha irmã, a Igreja determina algumas posições do corpo durante a missa. De pé para as saudações iniciais, o rito penitencial, o glória e a oração da coleta. Sentados para escutar a primeira e a segunda leitura, durante a preparação das ofertas e após a comunhão, quando tomamos consciência da presença de Cristo em nós. De joelhos, na consagração. Diante do Santíssimo Sacramento podemos nos ajoelhar em adoração, podemos ficar de pé, em atitude de escuta, podemos nos assentar para meditar e iluminar a vida com a Palavra de Jesus. Se é dada a bênção do Santíssimo, ajoelhar em oração é uma atitude muito bonita também. Está vendo Margarete? E para terminar, vale lembrar que não podemos jamais julgar os outros porque o que se passa no coração das pessoas só podemos saber se elas nos contarem.  Fique com Deus. Que ele abençoe você e sua família.

Nayara - Taguatinga/DF

Nayara Pergunta: Olá Pe. Cido. Estou com uma grande dúvida e gostaria que me ajudasse. É pecado não gostar de rezar o terço?? Padre, é ate difícil pra mim falar sobre isso mas eu não gosto. Acho muito repetitivo, chato, não consigo me concentrar nas orações de jeito nenhum. Me disperso rápido. Enquanto todos rezam minha cabeça está em outro lugar. Isso é pecado? Sou obrigada a rezar o terço? Se sou, como passo a gostar de rezá-lo? Me ajuda pois estou me sentindo mal porque não gosto de rezá-lo. Prefiro as orações que saiam de mim, do meu coração. Não gosto dessas orações feitas, ficar rezando só elas. Prefiro orar, falar com Deus usando minhas palavras. Aguardo sua resposta Pe. Um grande abraço.

Pe. Cido Responde: Nayara Regia quem disse a você que a oração do terço ou do rosário é obrigatória? Ela se inclui dentro daquilo que chamamos de devoções e as pessoas têm ou não têm. Embora esta forma de oração é recomendada pela Igreja, embora muitos santos e santas rezassem o rosário, embora ainda hoje a reza do rosário seja muito difundida, inclusive rádios e TVs católicas a divulguem, nada disso significa que seja obrigatório rezar o terço. Rezar, orar sim é necessário, é obrigatório, porque pela oração conversamos com o nosso Deus.
Você afirma gostar de conversar com Deus
de filha para Pai. Isso é lindo! Continue. Apenas não despreze ou ridicularize quem reza o terço porque trata-se de uma forma de oração que tem levado muitas pessoas a Jesus por meio de Maria. Eu, por exemplo, rezo o terço desde menino. Na fazenda onde fui criado, as pessoas simples desfiam as contas do rosário sozinhas ou em família. Era bonito e ainda é bonito ver famílias de joelhos desfiando as contas do rosário.
Para você entender mais ainda esta devoção, lembro a você que o rezar desfiando as contas de um colar é comum em muitas religiões
. Na Igreja tudo começou com a dificuldade que tinham os analfabetos de rezar os salmos pela bíblia. Então se trocaram os 150 salmos por 150 Ave-Marias distribuídas em dezenas. O rosário continha três terços. Hoje o rosário, com o acréscimo dos mistérios luminosos feito pela saudoso papa João Paulo 2º, tem 200 Ave-Marias.
Jesus disse: Pedi e recebereis! No terço nós multiplicamos os pedidos.
Jesus é o Caminho a Verdade e a Vida! No terço, enquanto desfiamos as contas, mergulhamos fundo no mistério de Cristo.  Repito, porém, para terminar: Se você não consegue se concentrar na oração do terço, isso não
é pecado. Ore, ore sempre, ore insistentemente. Abra seu coração com Deus, fale com Deus, escute no seu coração a voz de Deus. Seja feliz, minha irmã.

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Claudemir Nery – Uberaba /MG

Claudemir Pergunta: Há como um homem ou uma mulher divorciado(a) ingressar numa ordem ou instituto religioso?

 

Pe. Cido Responde: Considerando que um homem ou mulher divorciado(a) romperam com um juramento solene feito diante de Deus, fica complicado facilitar para ele ou ela a entrada num convento. Ele ou ela rompeu desrespeitou a sacralidade do sacramento do matrimônio. O divórcio jamais será aceito pela Igreja. Esta é a primeira e fundamental razão de não se permitir a consagração de pessoas divorciadas a Deus na vida religiosa.
Pode haver alguma exceção? Sim, pode. Vamos imaginar duas situações.

1. Marido e mulher, em comum acordo, se separam com o compromisso solene de não buscarem outra união. Neste caso, um dos dois pode consagrar-se a Deus, tomadas todas as precauções, é claro, da parte dos superiores que o receberão na congregação.

2. O casamento foi considerado nulo pelo tribunal eclesiástico e desfeito pela autoridade da Igreja. Neste sentido se um dos dois se sentir chamado à vida religiosa, após amplo discernimento e diálogo com os superiores de um convento, um ou os dois estão livres para se consagrarem a Deus. Nos dois casos, com certeza, irá pesar muito a existência ou não de filhos, porque quem é pai, quem é mãe, deve cumprir seus deveres de cuidar dos filhos, dando-lhes vida digna.
É preciso considerar e muito também as motivações dadas para se consagrar a Deus. Desilusão com o casamento, fuga
do mundo, fuga das responsabilidades jamais servirão para abrir portas da vida consagrada a alguém. O que pesa mesmo é o chamado de Deus.

 

Lidiane Vieira – Brasília/DF

Lidiane Pergunta: Paz do senhor, sou evangélica e minha irmão teve um bebê há poucos dias.  É um fofo meu sobrinho! Gloria a Deus!  Minha irmã me deu a criança para que eu seja madrinha. Fiquei muito feliz, mas fica então e dúvida: o que devo fazer, pois nossas doutrinas são diferentes? Mas eu gostaria de ser a madrinha. O que devo fazer? Peço um conselho. Que Jesus abençoe vocês grandemente. Amém.

 

Pe. Cido Responde: Minha querida irmã. Você já pensou na incoerência de vida  que será ser de uma Igreja evangélica e batizar o sobrinho na Igreja Católica? Ô minha irmã. Eu estou aqui pensando comigo mesmo que você ainda tem o coração católico, pois aceita o batismo de crianças e quer ser madrinha de uma na Igreja católica.

Sabe, querida irmã. Quem sabe é chegada a hora de você voltar para a Igreja Católica, a Igreja onde eu tenho certeza que você  nasceu e cuja fé você bebeu com o leite materno no colo de sua mãe.

Se, contudo, você insiste em continuar evangélica, seja coerente em não aceitar ser madrinha de seu sobrinho, o que não significará que você deixará de amá-lo.

Sabe, minha irmã, ser padrinho, ser madrinha de batismo é uma responsabilidade imensa. Implica em dar testemunho de fé ao afilhado, à afilhada. Implica em viver intensamente a fé dentro daquela Igreja em que está acontecendo o batismo, no caso a nossa Igreja Católica, Apostólica Romana.

Mas a nossa Igreja permite uma coisa a você: Que você seja, ao lado dos outros padrinhos, uma testemunha desse batismo. Lá na frente, esta criança poderá precisar de alguém que ateste que ela foi mesma batizada na Igreja Católica. Você, então, mesmo não sendo madrinha, poderá testemunhar este batismo junto ao pároco.

Volto a insistir, minha irmã. Se você sempre foi evangélica, você é livre de continuar servindo a Deus dentro de sua Igreja. Se você é uma ex-católica, volte para a nossa Igreja. Seu lugar está vazio na mesa comum, onde o Pai nos alimenta com o pão de sua palavra e com o pão da vida que é Jesus. E voltando à Igreja, seja uma madrinha, uma mãe na fé para seu sobrinho, mostrando-lhe o caminho a seguir como católico, apostólico, romano. Um abraço fraterno do padre Cido.

 

Margareth Barreiros – Mage/RJ

Margareth Pergunta: Padre, não sei se é costume utilizar esta sessão para continuar um assunto. Se não for me desculpa, mas, referente à adoração do Santíssimo, entendo que para chegarmos a uma total entrega, temos que ajoelhar ficar em pé em sinal de respeito, porque o Divino está ali presente. Padre Marlon, sacerdote que pertence a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, em Magé, quando foi em minha comunidade de São Judas Tadeu, comunidade muito pequena pertencente à mesma paróquia, nos chamou atenção sobre este fato e nos avisou que teríamos que ficar de joelhos na hora da comunhão, senão pararia a cerimônia até que todos demonstrassem o devido respeito. Então, Padre Cido, o amor aos ritos nos ajuda a compreender o verdadeiro sentido da Missa. Um santo testemunhou, que se todos soubessem o valor que tem uma missa a assistiriam de joelhos no momento que entrasse no templo. E católicos amam os ritos, amam os paramentos sacerdotais. O católico ama o transcendente.

Pe. Cido Responde: Minha irmã querida. Você se lembra em que circunstância Jesus realizou a última ceia? Estavam todos sentados ou deitados (era costume) em volta da mesa. Jesus não pediu que ficassem de pé ou ajoelhados porque ele naquele momento iria transformar pão e vinho no seu corpo e sangue.

Jesus também não pediu que os apóstolos abrissem a boca porque ele iria colocar o pão diretamente na boca deles. Pelo contrário, Jesus disse tomai (segurai, pegai) e comei. Ele quis ser pão partido e repartido entre os seus discípulos.

Jesus que conhece o coração das pessoas sabia que Judas o trairia. No entanto, deu a comunhão a Judas. Foi uma comunhão complicada é verdade, porque em vez de Jesus quem entrou no coração de Judas foi Satanás.

Os primeiros cristãos, minha irmã, repartiam o pão consagrado entre si. Alguns até exageravam na comunhão, comendo demais, o que valeu uma censura muito dura de São Paulo que disse: “quem come indignamente o corpo de Cristo come a sua própria condenação”.

Voltemos então ao assunto, minha irmã. Na consagração, a Igreja pede que todos se ajoelhem. Na comunhão, a Igreja pede que, após comungar, se pode ajoelhar ( e eu acho que é um momento bom para se adorar o Cristo que está em nós). Pode-se também, em profundo silêncio contemplar o Cristo presente no coração, sentados mesmo.

Eu, pessoalmente achei o Padre que você cita muito duro com as pessoas. Eu preferiria dialogar com o povo de Deus como bom pastor, entendendo que mais do que a posição do corpo vale infinitamente mais a disposição da alma.

A piedade eucarística nos moldes que temos hoje teve início por volta do ano 1000. Ela é concretamente uma manifestação de fé na presença de Jesus na Eucaristia. Em nome dela, porém, não podemos julgar antecipadamente alguém de falta de fé por estar nesta ou naquela posição. Fique com Deus, minha irmã. Amemos Jesus que, por força de seu amor e ternura, se fez pão para nos alimentar.

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