Autobiografia

 

Objetivos

Rever a vida com um olhar positivo. Libertar-se de traumas e assumir a história pessoal.

 

Material

Se julgar necessário, papel e caneta. Toca-fitas. Pode-se lançar mão também de outros recursos ou dinâmicas

 

Processo

• Orientar o grupo para o fato de que nossa história, com seus mais diversos acontecimentos, são como uma criança, como um filho. Mais: aqueles acontecimentos que a gente não aceita, mas que mexem no fundo de nossa vida, são como menores abandonados. Eles nos ameaçam e nos causam medo porque estão gritando por colo, carinho e paternidade/ maternidade. Quando eles encontram acolhida e atenção, deixam de nos amedrontar.

• Em silêncio e com um fundo musical apropriado, cada pessoa deverá recordar sua história pessoal, sobretudo os acontecimentos da infância e de modo especial aqueles que mais incomodam.

• Depois dar uma olhada positiva sobre estes acontecimentos, colocando algumas perguntas como: "Por que cada um agiu assim? Que razões tinham para isso? Será que foi por malda­de ou tinham lá suas razões? Será que não fizeram isso por amor? Agora procure "encarar de frente" essas pessoas e perdoá-las. Peça perdão a elas também. O que Deus poderá estar dizendo a partir destes acontecimentos? Faça uma oração para todas essas pessoas envolvidas. Agradeça a Deus por ter-lhe dado oportunidade de compreender a vida de modo diferente" etc.

• Partilhar a experiência. Como se sentem? O que descobriram de novo? Como viver mais alegre e feliz? Qual o caminho que Jesus nos apresenta?

O caminho e os gravetos

 

Objetivos

Refletir sobre a vida e a caminhada do grupo. Fazer experiência da reconciliação.

 

Material

De acordo com a criatividade do grupo. Preparar local com antecedência. Pode ser num local aberto, um parque, onde haja tipos de solo diferentes.

 

Processo

• Convidar o grupo para realizar uma caminhada celebrativa. Vamos sugerir alguns passos. Deve ser adaptado de acordo com a realidade do grupo. Se for no período da quaresma, pode-se fazer em forma de via-sacra.

• Percorrer um caminho descalço, de preferência em direção a um cruzeiro, uma capela, ou um local onde tenha se preparado um altar.  No caminho sentir o pisar no chão, nos espinhos, nas pedras... e ir refletindo quais são os espinhos, as pedras da vida pessoal, do grupo e da sociedade. Enquanto caminha, recolher gravetos ou outros objetos que simbolizem seus pecados pessoais e também os pecados sociais.

• Se não for via-sacra, preparar algumas paradas com reflexões, encenações, cartazes ou textos que ajudem a refletir, meditar e rezar. Pode-se também intercalar com orações conjuntas, refrões, salmos e cantos.

• Chegando ao ponto final, partilhar a experiência e celebrar a reconciliação. Queimar os gravetos que simbolizam os pecados. Reconciliar-se com os irmãos através de um abraço fraterno na atitude de quem pede perdão aos irmãos e oferece o perdão gratuitamente.

• Conclui-se com um momento e/ou canto de ação de graças.

Prioridades

 

Cada pessoa escolherá uma das frases abaixo. O casal não necessita escolher a mesma frase, pois a escolha será individual.

 

Após a escolha da frase, se agruparão as pessoas que escolheram a mesma frase, formando grupos.

 

Cada grupo discutirá sobre sua escolha. O tempo para isso não poderá passar de 3 minutos. Será escolhido um representante de cada grupo que irá apresentar aos outros os motivos da escolha da sua frase. Cada grupo terá no máximo 5 minutos.

 

Frases:


1. A minha preocupação é poder dar a meus filhos e à minha família tudo o que não tive quando criança.

2. Quero aproveitar cada momento de minha vida para curtir o crescimento de meus filhos, pois essa fase passa rápido.

3. O meu desejo é seguir os caminhos de Deus e crescer como missionária de Sua obra com minha família.

4. Desejo crescer profissionalmente, pois acredito poder servir  a Deus com aquilo que sei fazer e poder ser um exemplo aos meus familiares.

5. Não tenho muitas ambições, quero simplesmente, ser uma boa pessoa no meu lar, dando bons exemplos, ter um certo conforto e seguir os caminhos de Deus.

 

Mensagem:

 

Em nossas vidas existem prioridades que estabelecemos e nelas gastamos a maior parte de nosso tempo. Entretanto, se analisarmos essas prioridades sob a Palavra de Deus, muitas delas deveriam ser colocadas em segundo plano, sendo que muitas que estão sendo consideradas secundárias deveriam ser nossas prioridades mais imediatas. Avalie seus valores para que sua vida não seja construída sobre um alicerce frágil.

 

Leve as pessoas do seu grupo a avaliarem suas prioridades.

Saber ouvir

 

As esposas farão uma linha um ao lado do outro e seus maridos serão vendados. Cada esposa terá que guiar seu marido, através de informações verbais, até uma cadeira que ficará à distância. Ele terá que fazer tudo o que ela o estiver orientando, como: Vire à esquerda, continue em frente, pare, etc. Todas as esposas estarão falando ao mesmo tempo e cada marido terá que distinguir a voz de sua parceira para segui-la. Quem chegar primeiro à cadeira tornará o casal vencedor. Depois poderá ser feito ao contrário, o marido guiando sua esposa.

 

Mensagem: A confiança no amor – O trabalho conjunto vence – A comunicação entre casais – A igualdade entre o homem e a mulher na vida dentro do casamento.

O reconhecimento das virtudes

 

Cada parceiro dirá três virtudes de seu cônjuge que ele mais admira e comentará rapidamente suas escolhas.

 

Mensagem:

Iremos comentar diversas virtudes que deveremos ter enquanto casais, e, com isso, iremos estimular duas importantes virtudes: O reconhecimento das virtudes e o elogio habitual ao nosso cônjuge.

 

É triste vermos como é fácil os casais apontarem os defeitos de seu cônjuge, muitas vezes de forma grosseira e em local e hora impróprias, entretanto, as qualidades normalmente não são ditas, principalmente na frente de outras pessoas.

 

Não é vergonha reconhecer as virtudes de seu companheiro. Com certeza você perceberá seu parceiro (a)  crescendo em segurança, em auto-estima e fazendo o mesmo com você.

Desenho da Família

 

Objetivo: convidar os participantes a refletir sobre a experiência da vida em família:

- motivando-os a desenhar símbolos que correspondam a cada membro da própria família para levá-los a refletir na importância dessas pessoas na vida de cada um;

- sensibilizando-os a refletir no valor dessas pessoas e na percepção de suas emoções em relação a cada membro de sua família;

- levando-os pelo mesmo caminho à reflexão: que símbolo podemos estar representando para o outro?

- Estimulando-os a “dar-se conta” do valor de cada membro da família, sua individualidade quanto pessoa, ao mesmo tempo ressaltando o quanto marcamos a vida uns dos outros, na própria convivência familiar;

- Sugerindo a reflexão sobre a importância dos vínculos familiares, que se estabelecem no próprio exercício do papel familiar que realizamos.

 

10 e 12 participantes. 60’

 

Material: para c/participante: folhas de papel sulfite, lápis e giz de cera colorido. Para o grupo: cartolina e cola.

 

1a etapa: 10 minutos: distribuir o material de uso individual; orientar: “fechem os olhos e entrem no seu espaço. Agora pensem em cada um dos membros de sua família.

Se você fosse desenhá-lo num pedaço de papel e usasse um símbolo, como flores, objetos e até animais que o fazem lembrar a pessoa real, que coisas desenharia?

Se alguém em sua família lembrasse a você uma borboleta p.ex., porque vai de um lugar para outro rapidamente, você desenharia essa pessoa como borboleta? Ou até um círculo, porque está sempre à sua volta. Pense nas pessoas e nos símbolos”.

 

2a etapa: 20 minutos O animador continua a proposta:

“de olhos ainda fechados comece a imaginar o que você desenharia como símbolo da primeira pessoa em quem você pensou.

Assim que decidir comece a desenhar.  Se você encalhar feche os olhos e volte ao seu espaço. Use a folha para desenhar quantos símbolos (“pessoas”) você quiser: pais, irmãos, etc.

Apenas coloque o nome no desenho correspondente: pai, mãe, irmão mais velho, irmão caçula etc.

Se desejar, pode colorir os desenhos.”

Viver a experiência com o grupo. Controlar o tempo.

 

3a etapa: 25 minutos

Convidá-los a compartilhar:

- solicitando que contem objetivamente quem é quem e o quê, no seu desenho; estimular para que todos se manifestem.

A seguir, propor:

- como foi viver essa experiência?  O que nos ensinou?

Orientar-se pelo objetivo proposto para concluir.

Montar com o grupo um mural com os desenhos e solicitar que o apresentem.

 

Do livro: Nós, Eu e Você – Biffi, S. e De Chiaro, R

Dinâmicas e Vivências para Noivos

Paulus Editora – 2.002

 

A dinâmica do desenho em família pode ser utilizada para trabalho em grupo ou atividade em família, especialmente com crianças. Neste caso adaptar a linguagem, mas respeitar a privacidade, as iniciativas, a criatividade e com sabedoria, tirar proveito das manifestações. Sugestão: em família montar um cartaz, como um porta retrato, deixar que as crianças escolham um nome para a “obra de arte” e aonde irão fixá-lo.

Somos responsáveis pelos fracassos ou pelos sucessos

 

“Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira”.

Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos: “tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa”.

A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse: “desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.”

O rato foi até o cordeiro e disse a ele: “tem uma ratoeira em casa, uma ratoeira em casa.”

“Desculpe-me Sr. Rato, não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces”.

O rato dirigiu-se à vaca. Ela disse: “O quê Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!”

Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vitima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal - a galinha. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro. A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

 

(autor desconhecido)

Ir. Maria Fernanda Balan

Fonte: Boletim Informativo da Pastoral Familiar

Somos responsáveis ou não pelos fracassos ou sucessos da família, da comunidade, da sociedade, da empresa? Somos uma Equipe?

Se ainda não somos, como podemos nos organizar?

Para o tema de Harmonia Conjugal ou matrimônio / amor:

Por isso o H “deixará outros laços e juntos H e M  serão uma só carne...” um laço único,

inviolável, indissolúvel.... os pais passam... os filhos passam... A gente convive com todos, ama a todos, mas somos os dois, e dê graças a Deus, enquanto formos dois.

Como Deus explicou a Adão que lhe perguntou: Deus, por que você fez a M tão bonita?

- para que você gostasse dela.

- Mas então por que você a fez tão burrinha? Perguntou Adão.

E Deus responde:

- para que ela gostasse de você.

 

Rosabel

Hoje é dia do Amigo

 

Objetivo: Fortalecer os laços de amizade entre os integrantes do grupo.

Participantes: Mínimo de 4 participantes.

Material: Cartões variados com mensagens na frente e espaço para escrever no verso.

 

Organização da dinâmica

Disponibilize em uma mesa diversos cartões com diferentes mensagens na quantidade suficiente para que cada participante escolha um cartão de sua preferência pessoal. É importante que os cartões tenham espaço no verso para que sejam escritas dedicatórias. As mensagens devem estar visíveis e o verso do cartão voltado para a base da mesa.

 

1a etapa: 5 minutos

O animador convida os participantes do grupo para que se aproximem da mesa e leiam as mensagens dos diferentes cartões. Cada participante escolherá um cartão cuja mensagem mais tenha chamado sua atenção. Os participantes são orientados a colocar o seu nome no topo do verso do cartão que escolheram e retornar ao seu lugar. (basta apenas o primeiro nome). 

 

2a etapa: 10 minutos

O animador recolhe os cartões de todos os componentes disponibiliza-os novamente na mesa de forma que os participantes possam ver apenas a mensagem e não o verso dos cartões onde está escrito o nome de cada um.  Em seguida o animador convida os participantes a se aproximarem novamente da mesa. Cada participante escolherá um cartão que não pode ser o seu já escolhido na etapa anterior (1ª. Etapa). Os participantes retornam aos seus lugares para escrever no verso do cartão uma mensagem para o amigo cujo nome está no topo do verso do cartão escolhido.

 

3a etapa: 15 minutos ou o tempo suficiente para compartilhar

Cada participante tem um tempo para ler a mensagem que escreveu no verso do cartão e homenagear seu amigo.

 

Essa dinâmica foi aplicada no Grupo Santíssima Trindade no dia Internacional da Amizade (20/07/09) e pode ser utilizada em qualquer época.

Carta do Pai

 

Essa é uma dinâmica onde são trabalhados de forma conjunta elementos visuais, auditivos e sensoriais.  Por isso, não só o material, mas, a disposição do ambiente, música de fundo e elementos visuais são muito importantes.

 

Objetivo: Reforçar a percepção da presença e do amor de Deus na vida de cada participante.

Participantes: Mínimo de 4 participantes.

Material: Papel e Caneta, som ambiente com música para reflexão.

 

Preparação da dinâmica do Ambiente

O texto Carta do Pai disponível (abaixo) é um texto que expressa o diálogo entre Deus criador e a criatura, que somos nós. O Texto é desenvolvido como se Deus estivesse falando com cada um de nós individualmente, por isso, dá margem a reflexões pessoais.  O Texto deve ser dividido em parágrafos que se transformarão em mensagens individuais. Cada parágrafo ficará numa tira de papel dobrada. Todas as tiras serão colocadas em um envelope grande como se fosse uma correspondência que chega para o grupo. Deve-se também preparar uma folha com duas perguntas a serem respondidas pelos participantes na dinâmica:

1) Quais os principais momentos na minha vida em que senti a presença de Deus?

2) Qual foi minha resposta?

Quanto à preparação do ambiente recomenda-se um grande círculo de cadeiras. No centro do círculo no chão coloca-se a frase: “Antes que te formaste no ventre de tua mãe, eu te conheci”  (Jeremias 1:5)

 

1a etapa: 5 minutos

Leitura do Salmo 139 em voz alta, pois, seu conteúdo é relacionado ao conteúdo da carta. Não fazer nenhuma reflexão coletiva neste momento sobre o salmo, pois, trata-se de uma preparação.

Após a leitura o animador aborda cada participante que vai retirar o seu trecho da carta de dentro do envelope e entrega a folha com as duas perguntas. Cada participante deve ter consigo uma caneta.

 

2a etapa: 10 a 15 minutos

O animador orienta os participantes a fazerem sua reflexão individualmente. Cada um lerá em voz baixa o trecho da carta que recebeu. Depois disso todos devem responder em silêncio na sua folha as duas perguntas. Nessa etapa que é puramente de reflexão, é muito importante um estímulo através de música ambiente. O ideal é tocar o salmo 139 e na seqüência uma música suave de relaxamento para dar ao ambiente um clima bem agradável.

 

3a etapa: 20 a 30 minutos ou o tempo suficiente para compartilhar

Cada participante tem um tempo para ler o trecho da carta que recebeu e compartilhar suas reflexões com o grupo

Dinâmica aplicada pelo Grupo Santíssima Trindade.

 

CARTA DO PAI

(com sugestão de divisão)

 

FILHO

“Tu podes não me conhecer, porém eu sei tudo sobre ti (Salmo 139:1) 

Eu sei quando te assentas e quando te levantas (Salmo 139.2)

Eu conheço todos os teus caminhos (Salmo 139.3)

Até os cabelos da tua cabeça estão todos contados (Mateus 10.29-31)

Pois tu foste feito à minha imagem (Genesis 1.27)

 

Em mim tu vives e te moves, e tens existência (Atos 17.28)

Pois tu és a minha descendência  (Atos 17.28)

Eu já te conhecia mesmo antes de seres concebido (Jeremias 1.4-5)

Eu te escolhi quando ainda planejava a criação (Efésios 1.11-12)

Tu não és um erro (Salmo 139.15)

 

Pois todos os teus dias foram escritos no meu livro (Salmos 139.16)

Eu determinei a hora exata do teu nascimento e onde deverias viver (Atos 17.26)

Tu foste feito de forma admirável e maravilhosa (Salmo 139.14)

Eu te formei no ventre de tua mãe (Salmo 139.13)

E te trouxe à luz no dia em que nasceste (Salmo 71.6)

 

Eu tenho sido mal interpretado por aqueles que não me conhecem (João 8.41-44)

Eu não estou distante nem zangado, mas sou a completa expressão de amor (I Jo 4.16)

E é meu desejo derramar meu amor sobre ti (I João 3.1)

Simplesmente porque tu és meu filho, e eu sou o teu Pai (I João 3.1)

Eu te ofereço mais do que o teu pai terrestre jamais poderia oferecer (Mateus 7.11)

 

Pois eu sou o Pai Perfeito (Mateus 5.48)

Cada boa dádiva que recebes vem da minha mão (Tiago 1.17)

Pois eu sou o teu provedor e cuido de todas as tuas necessidades (Mateus 6.31-33)

O meu plano para o teu futuro sempre foi cheio de esperança (Jeremias29.11)

Porque eu te amo com um amor eterno (Jeremias 31.3)

 

Os meus pensamentos para contigo são incontáveis, como a areia da praia (Sl 139.17-18)

E eu me regozijo em ti com cânticos (Sofonias 3.17)

Eu nunca deixarei de te fazer o bem (Jeremias 32.40)

Pois tu és o meu tesouro precioso (Êxodo 19.5)

 

Eu desejo te estabelecer com todo meu coração e toda minha alma  (Jeremias 32.41-42)

Posso revelar-te coisas grandes e maravilhosas (Jeremias 33.3)

Se me buscares de todo o teu coração, me encontrarás (Deuteronómio 4.29)

Deleita-te em mim e eu te darei os desejos do teu coração (Salmo 37.4)


Pois sou eu quem colocou em ti esse desejo de me agradar (Filipenses 2.13)

Eu sou capaz de fazer mais por ti do que jamais poderias imaginar (Efésios 3.20)

Pois eu sou a tua maior fonte de encorajamento (II Tessalonicenses 2.16-17)

Eu sou também o Pai que te consola em todas as tuas aflições (II Coríntios 1.3-5)


Quando estás quebrantado, eu estou próximo de ti  (Salmo 34.18)

Como um pastor que leva um cordeiro, eu te tenho carregado junto ao meu coração

(Isaías 40.11)

Um dia eu limparei toda a lágrima dos teus olhos (Apocalipse 21.3-4)

E tirarei toda a dor que tens sofrido nesta terra (Apocalipse 21.4)

 

Eu sou o teu Pai e te amo, tal como amo o meu filho Jesus (João 17.23)

Pois em Jesus foi revelado o meu amor por ti (João 17.26)

Ele é a representação exata do meu ser (Hebreus 1.3)

Ele veio para demonstrar que eu sou por ti e não contra ti (Romanos 8.31)

 

E para dizer que eu não estou a levar em conta os teus pecados (II Coríntios 5.18-19)

Jesus morreu para que tu e Eu pudéssemos ser reconciliados (II Coríntios 5.18-19)

Sua morte foi a expressão suprema do meu amor por ti (I João 4.10)

Eu entreguei tudo o que amava para poder ganhar o teu amor (Romanos 8.32)

 

Se receberes a dádiva do meu filho Jesus, recebes-me a mim (I João 2.23)

E nada jamais poderá te separar do meu amor (Romanos 8.38-39)

Vem para casa e haverá grande alegria no céu!  (Lucas 15.7)

Eu sempre fui Pai, e sempre serei Pai (Efésios 3.14-15)

 

A minha pergunta é: Queres ser meu filho? (João 1.12-13)

Eu conheço todos os teus caminhos (Salmo 139.3)

Estou à tua espera (Lucas 15.11-32)

Com amor, do teu Pai

Deus Todo-Poderoso “

 

FONTE: DESCONHECIDA

Até que ponto sou cristão?

 

Onde eu me encontro neste momento na minha caminhada de discípulo, de cristão, dentro da Comunidade?

De que lado me vejo?

Lembrando que não é julgamento, nem exame de consciência. É simplesmente um momento para refletir sobre meu momento atual na caminhada de fé e de compromisso.

 

Onde me encontro.... num lado... no outro lado... ou, às vezes, no meio.

 

Ao fazermos esta reflexão, vamos ouvir os dois lados da pergunta e, em seguida, cada um vai se colocar onde se acha neste momento da caminhada..... num lado ... no outro lado.... ou no meio..... Repetiremos isso para cada pergunta, mudando de lugar, de lado, de acordo com a reflexão e onde você se acha na caminhada. Faremos o deslocamento num espírito de oração, em silêncio, lentamente e com sinceridade. É uma reflexão individual e ninguém vai reparar quem se posiciona em que lugar. O importante é entrar em contato com sua realidade atual, neste momento na caminhada de fé e compromisso.

Prefiro ficar na minha......

vendo TV ou dormindo

Sinto-me vivo... atento..., engajado com

as pessoas e com a comunidade...

 

Não me interesso muito em aprender

coisas novas, não participo dos

momentos de formação...

Aproveito as oportunidades para aprender mais, aprofundar minha espiritualidade, partilhar o que aprendi...

Vivo cansado, sem energia, sem planos,

não participo muito da comunidade....

Tenho planos, projetos, percebo que a participação na comunidade me anima, dá energia.

Tenho receio de me envolver com outras pessoas... “cada um para si e Deus para todos” ... Acho melhor que ninguém saiba da minha vida, das minhas dificuldades... 

Gosto de fazer parte dos grupos, das atividades. Percebo que as amizades enriquecem minha vida... a solidariedade dá força e coragem nos momentos difíceis...

Não tenho tempo para participar da comunidade...não quero assumir mais compromissos...

Minha vida está cheia de compromissos, mas não abro mão dos momentos com a comunidade

Acho que não tenho muito para oferecer

Na comunidade.... não quero me expor...

Ofereço meu tempo e meu talento, sei que não preciso ser perfeito, nem preciso saber tudo... Realizo-me ao fazer a minha parte....

Todos somos chamados para sermos discípulos de Jesus, para seguir os exemplos dele dentro da nossa realidade atual. Já temos tudo que necessitamos para isso, a graça já foi concedida. Mas dentro de cada um de nós, ainda existem dons, talentos, potencialidades ainda não descobertos, ainda escondidos, não assumidos. São dons, por mais simples que sejam, que servem para construir o Reino de Deus entre nós. Às vezes, falta auto-confiança para deixar transparecer um talento, outras vezes desconhecemos ou desconfiamos do tesouro que está dentro de nós. É possível que alguém já tenha nos alertado de um “dom” que temos, mas não acreditamos. Pode ser que somos um pouco preguiçosos – é mais fácil, mais cômodo, ficar do jeito que somos. Mas dentro de cada um de nós existe um dom não assumido, algo que faz parte da graça de Deus na nossa vida, algo que possa servir a comunidade, que possa contribuir para a construção do Reino dos céus. Neste momento vamos pegar uns minutos para refletir em silêncio sobre a graça de Deus, a bondade de Deus para conosco. No silêncio do nosso coração, procuramos reconhecer e assumir esta capacidade, este talento, este dom... por menor ou mais simples que seja... que ainda escondemos, receamos deixar transparecer...

 

Ao escolher um desses dons escondidos, receamos deixar transparecer.... ao escolher um desses dons escondidos, cada um vai escrevê-lo em uma ou poucas palavras – sem se identificar. Procure ser sincero – não terá que falar diante de ninguém!

 

Ao terminar.... recolhem-se as folhas com gesto de oferta. Estas folhas representam uma potencialidade enorme da nossa comunidade. Do mesmo jeito que o Brasil tem uma imensidão de petróleo no “pré-sal” do oceano, a nossa comunidade tem uma riqueza imensa nestes dons ainda escondidos. Se nós nos abrirmos, arriscarmos, e deixarmos transparecer o que escrevemos nestas folhas...Imaginem como vamos crescer na nossa caminhada de seguidores, discípulos de Jesus. Imaginem como vamos aprofundar a qualidade da nossa comunidade a serviço de um mundo mais humano, mais fraterno!

 

Vamos rezar neste momento e pedir a coragem de assumir os dons que Deus nos deu.

 

Senhor faze de mim um meio da tua comunicação;

- onde tantos joguem bombas, que eu leve a palavra da união

- onde tantos procuram ser servidos, que eu leve a alegria de servir

- onde tantos fecham as mãos para bater, que eu abra o coração para acolher

- onde tantos adoram o dinheiro, que eu saiba venerar a pessoa

- onde tantos sofrem de solidão na multidão, que eu leve o encontro com alguém

- onde tantos só olham para a terra, que eu saiba olhar também para o céu.

 

Senhor não quero ser um simples hóspede de tua casa. Desejo contribuir com minhas atividades, ainda que pequenas. Quero que tua verdade seja mais conhecida e amada, na minha família e nos outros ambientes em que vivo e freqüento. Amém.

 

Trabalho realizado pela Irmã Debra Ann Farwell - Congregação Irmãs Missionárias do Rosário, com citações retiradas do Livro " Formação de Animadores de Comunidade" - autoria:  Padre Anacleto Ortigara.

Quem é essa Pessoa?

 

Objetivo: Estimular nos participantes reflexões sobre sua pessoa e a pessoa de Jesus Cristo, possibilitando que todos se conheçam mais. 

Participantes: Mínimo de 4 participantes.

Material: Dois chapéus, um espelho e uma foto de Jesus Cristo e uma mesa.

 

Organização da dinâmica

No fundo de um dos chapéus, deve ser colado um espelho de um tamanho que permita que o participante veja o seu rosto quando olhar o fundo do chapéu.

No fundo do outro chapéu deve ser colada uma foto de Jesus Cristo. É importante que tanto a foto quanto o espelho estejam bem presos nos chapéus, para que não se soltem durante a dinâmica.

Colocar os dois chapéus em cima de uma mesa de forma que o fundo esteja virado para o tampo da mesma. Essa mesa deve estar um pouco afastada do grupo, para não permitir que os outros componentes vejam o que está no fundo dos chapéus.

 

1a etapa: Tempo Necessário para participação de todo o grupo

O animador enfatiza que a regra do exercício, é que o nome das pessoas cujas imagens estão no fundo dos chapéus não deve ser mencionado em hipótese alguma durante a realização da dinâmica.

O animador explica que a ordem de participação é aleatória, e que cada um terá o tempo que quiser para falar. Cada um individualmente vai até a mesa onde estão os chapéus, escolhe um dos chapéus, vira o chapéu escolhido para o seu rosto, vê a imagem do fundo do mesmo, recoloca o chapéu novamente na mesa com o fundo virado para baixo (com o cuidado de não mostrar, para ninguém). Nesse momento o participante inicia sua explanação sobre a pessoa que viu no chapéu. “Essa pessoa...”. Terminada a explanação o participante repete o processo anterior: pega o segundo chapéu, vira o chapéu para o seu rosto, vê a imagem do fundo do mesmo, recoloca o chapéu novamente na mesa com o fundo virado para baixo (com o cuidado de não mostrar, para ninguém) e inicia sua segunda explanação. “Essa pessoa...”. 

 

2a etapa: 5 a 10 minutos

Comentários de todos sobre os resultados da Dinâmica.

"Ide e pregai o evangelho a toda humanidade"  (Mc 16,15)

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Somos criação de Deus

 

Participantes: Indefinido.

Tempo Estimado: 30 minutos.

Material: Caneta e papel para todos os participantes

Objetivo: Na adolescência somos facilmente influenciados por nossos amigos. Nesta dinâmica, queremos mostrar que Deus deve ser a principal influência em nossa vida, e que nem sempre agir como o grupo age ou exige é saudável para cada um.

Descrição: Sentados em círculo, cada um recebe uma folha e uma caneta; escreve o nome e faz um desenho que represente a si mesmo (pode ser um boneco de "palitinhos" ou com detalhes), deixar uns 2 a 3 minutos, incentivar os preguiçosos e os tímidos. Observar o desenho: ele está pronto, mais ou menos, o que você gostaria de fazer?

Agora cada um passa o desenho para o colega do lado direito, pedir que ele acrescente uma coisa ao desenho, passar novamente para a direita, repetir o processo umas duas ou três vezes. Devolver o desenho ao dono.

 

Observar o que foi acrescentado. Conversar sobre Deus ter nos criado (e repetir essa pergunta: o desenho está pronto, mais ou menos, o que você gostaria de fazer?). O que Deus quer de nós? E as pessoas com quem convivemos, nos influenciam? (O que elas nos dizem pode nos influenciar, o que fazem professores, amigos, acrescentam algo a nós?)

Perguntar sobre a característica que nos diferencia das outras pessoas: que temos Cristo como Salvador; desenhar um coração e uma cruz dentro dele na nossa figura. Será que estamos prontos aos olhos de Deus, o que mais falta em nós? (Deixar um minuto de oração silenciosa onde cada um deve pedir que Deus termine de "desenhá-los")

 

Autor desconhecido

A teia da amizade

 

Participantes: 20 pessoas.

Tempo Estimado: 10 a 15 minutos.

Material: Um rolo (novelo) de fio ou lã.

Descrição: Dispor os participantes em círculo.

O coordenador toma nas mãos um novelo (rolo, bola) de cordão ou lã. Em seguida prende a ponta do mesmo em um dos dedos de sua mão.

 

Pedir para as pessoas prestarem atenção na apresentação que ele fará de si mesmo. Assim, logo após se apresentar brevemente, dizendo que é, de onde vem, o que faz etc, joga o novelo para uma das pessoas à sua frente.

 

Está pessoa apanha o novelo e, após enrolar a linha em um dos dedos, irá repetir o que lembra sobre a pessoa que terminou de se apresentar e que lhe atirou o novelo. Após fazê-lo, essa segunda pessoa irá se apresentar, dizendo quem é, de onde vem, o que faz etc.

 

Assim se dará sucessivamente, até que todos do grupo digam seus dados pessoais e se conheçam. Como cada um atirou o novelo adiante, no final haverá no interior do círculo uma verdadeira teia de fios que os une uns aos outros.

 

Pedir para as pessoas dizerem:

 O que observaram;

 O que sentem;

 O que significa a teia;

 O que aconteceria se um deles soltasse seu fio etc.

 

Mensagem: Todos somos importantes na imensa teia que é a vida; ninguém pode ocupar o seu lugar.

 

Autor desconhecido

Maçã

 

Material: papel e caneta para cada um

Descrição: Primeiro se lê o texto base do evangelho: a cura do paralítico que é levado pelos seus amigos. (Lc 5,17-26: Mc 2,1-12; Mt 9,1-8). Assim coordenador distribui a folha e caneta para todos, e pede para que cada um desenhe uma maçã em sua folha. E na ponta de cada braço cada um deve escrever o nome de um amigo que nos levaria a Jesus. Depois pede-se para desenhar outra maçã e no meio dela colocar o nome de quatro amigos que levaríamos para Jesus.

Plenário:

 Assumimos nossa condição de amigo de levar nossos amigos até Jesus?

 Existem quatro amigos verdadeiros que se tenham comprometido a suportar-me sempre?

 Conto incondicionalmente com quatro pessoas para as quais eu sou mais importante de que qualquer coisa?

 Tenho quatro pessoas que me levantam, se caio, e corrigem, se erro, que me animam quando desanimo?

 Tenho quatro confidentes, aos quais posso compartilhar minhas lutas, êxitos, fracassos e tentações?

 Existem quatro pessoas com quem eu não divido um trabalho e sim uma vida?

 Posso contar com quatro amigos verdadeiros, que não me abandonariam nos momentos difíceis, pois não me amam pelo que faço, mas, pelo que sou?

 Sou incondicional de quatro pessoas?

 Há quatro pessoas que podem tocar na porta da minha casa a qualquer hora?

 Há quatro pessoas que, em dificuldades econômicas, recorreriam a mim?

 Há quatro pessoas que sabem serem mais importantes para mim, que meu trabalho, descanso ou planos?

 

 No trecho do evangelho observamos algumas coisas como?

Lugar onde uns necessitam ajuda e outros prestam o serviço necessário.

O ambiente de amor, onde os amigos carregam o mais necessitado que não pode caminhar por si mesmo.

Os amigos se comprometem a ir juntos a Jesus, conduzindo o enfermo para que seja curado por ele.

Deixar-se servir pelos irmãos.

Uma vez curado, carregar o peso da responsabilidade.

 

Autor desconhecido

Ser igreja

 

Participantes: Indefinido.

Tempo Estimado: 10 a 15 minutos.

Material: Uma folha em branco para cada um.

Descrição: Entregar uma folha de papel ofício para os participantes.

Pedir para todos ao mesmo tempo, movimentar as folhas e observar; todos unidos formarão uma sintonia alegre, onde essa sintonia significa nossa caminhada na catequese, e quando iniciam alguma atividade estaremos alegres e com isso teremos coragem de enfrentar tudo, quando catequizar é nossa salvação.

Mas no decorrer do tempo, as dificuldades aumentaram, ficamos desmotivados por causa das fofocas, reclamações, atritos etc. Com isso surgem as dificuldades, os descontentamentos.

Juntos vamos amassar a nossa folha para que não rasque, e voltaremos a movimentar a folha movimente todos juntos, verificando que não existe a sintonia alegre, agora só resta silêncio.

Pegaremos essa folha, colocando-a no centro da mão e fechando a mão, torcendo o centro da folha, formará uma flor.

Essa flor será nossa motivação, nossa alegria daqui pra frente dentro da catequese.

 

Comentário: É um convite para uma esperança, para que assumamos a responsabilidade de realizar a vida. Todos nós apenas uma parcela pessoal e social, nessa construção de uma humanidade nova? Cheia de esperança e realizações. (leitura  MC 3, 31 - 35).

 

Autor desconhecido

Troca de um segredo

 

Participantes: 15 a 30 pessoas.

Tempo Estimado: 45 minutos.

Material: Lápis e papel para os integrantes.

Descrição: O coordenador distribui um pedaço de papel e um lápis para cada integrante que deverá escrever algum problema, angústia ou dificuldade por que está passando e não consegue expressar oralmente. Deve-se recomendar que os papéis não sejam identificados a não ser que o integrante assim desejar. Os papéis devem ser dobrados de modo semelhante e colocados em um recipiente no centro do grupo. O coordenador distribui os papéis aleatoriamente entre os integrantes. Neste ponto, cada integrante deve analisar o problema recebido como se fosse seu e procurar definir qual seria a sua solução para o mesmo. Após certo intervalo de tempo, definido pelo coordenador, cada integrante deve explicar para o grupo em primeira pessoa o problema recebido e solução que seria utilizada para o mesmo. Esta etapa deve ser realizada com bastante seriedade não sendo admitidos quaisquer comentários ou perguntas. Em seguida é aberto o debate com relação aos problemas colocados e as soluções apresentadas.

 

Possíveis questionamentos:

 Como você se sentiu ao descrever o problema?

 Como se sentiu ao explicar o problema de um outro?

 Como se sentiu quando o seu problema foi relatado por outro?

 No seu entender, o outro compreendeu seu problema?

 Conseguiu por-se na sua situação?

 Você sentiu que compreendeu o problema da outra pessoa?

 Como você se sentiu em relação aos outros membros do grupo?

 Mudaram seus sentimentos em relação aos outros, como conseqüência  da dinâmica?

 

Autor desconhecido

Dinâmica: O Joio e o Trigo nos meios de comunicação

Tempo: 60’

Material: impresso ou ler da bíblia, texto bíblico Mt. 13,24-30: “O inimigo do Reino”. Para trabalhar o grupo: duas folhas de papel cartolina, canetas hidrocor, cores variadas, revistas, jornais com artigos e figuras que possam simbolizar “o joio e o trigo” nos meios de comunicação.

Objetivo: despertar os participantes, especialmente os pais, para o compromisso de refletir sobre os valores e antivalores, conceitos e preconceitos, presentes nas mensagens que os meios de comunicação transmitem:

- convidando-os a associar a mensagem do texto bíblico de apoio com as mensagens veiculadas pelos meios de comunicação, buscando perceber nelas o que pode significar “o joio” e o que pode significar “o trigo”;

- mobilizando-os à análise da própria postura como pessoa, como casal, como pais, diante dos meios de comunicação;

- motivando-os a refletir e experimentar a possibilidade de “ver – julgar – agir” de maneira coerente e eficiente na realização de sua missão também como cidadãos cristãos;

- permitindo a troca dos desafios, dificuldades, anseios e realidades comuns ao universo familiar e profissional, para facilitar a compreensão dos mesmos e a validade da comunhão dos esforços para enfrentá-los e vencê-los;

- despertando para o compromisso da vivência da fé na construção da realidade da vida.

1ª etapa: distribuir o texto bíblico impresso ou solicitar que utilizem a própria bíblia. Convidar a quem desejar que leia o texto proposto em voz alta. Motivá-los a conversar sobre o entendimento do mesmo. Em seguida propor: associando o texto bíblico ao tema: a família e os meios de comunicação, o que poderíamos definir como “joio” e como “trigo”, presentes nos meios de comunicação?

Deixar que conversem a respeito. Acompanhar para que todos se manifestem.

2ª etapa: disponibilizar o material referente a reportagens sobre uma mesa e convidá-los: “utilizando o material disponível, vamos escolher figuras, reportagens, cenas, palavras ou frases (manchetes) que retratem o “joio” e o “trigo”, o “bem” e o “mal”;

- após a seleção do material, propor que reflitam: “qual a nossa postura diante dos meios de comunicação?” “Qual nosso papel enquanto pais e/ou educadores, formadores?”Propor que conversem a respeito.

3ª etapa: disponibilizar as folhas de cartolina, as canetas, a tesoura e a cola. Sugerir: “que se organizem, partilhem as idéias e tarefas e, com criatividade, montem, nas folhas de cartolina, dois cartazes onde “comuniquem” o pensamento e os propósitos do grupo. Que não se esqueçam de primeiro se organizar.

- deixá-los à vontade. 

4ª etapa: convidá-los a apresentação dos cartazes. Que todos participem. Ao término, solicitar que se acomodem, novamente, em seus lugares. Afixar o cartaz de maneira que possam apreciá-lo e comentar, de maneira a incentivá-los, o resultado final.

- lembrar que, os dois cartazes, registram nossas escolhas, nossas opiniões e também nossos propósitos. Lembrar ainda a maneira decidida, mas cristã, com que cada um deve agir, “atuar” no mundo, comunicando o que possui de melhor.

- agradecer a participação de todos e sugerir que os cartazes podem ser aproveitados nos murais da paróquia, se assim for possível e quando convier.

 

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Casais – Biffi, S. e De Chiaro, R. - 3ª ed. - Paulus Editora – 2.002

Dinâmica do Coração 

 

Ótima para começar um encontro ou aprofundamento.

Fazer um coração bem grande de papel branco e deixar numa mesa para que todos que cheguem coloquem seus nomes no coração (apenas o 1º nome)

 

(no verso do coração coloca-se uma foto de N. Senhora, Sagrada Familia ou o padroeiro de alguma comunidade/ou do grupo de orações)

 

Depois que todos estiverem reunidos mostrar a parte do coração que está com os nomes, mostrar o verso dele  e motivar uma oração inicial ou deixar o coração para a oração de encerramento.

 

Neide Araújo

Comunidade de Senhora Sant'Ana - Ipiaú/Ba

“Rezar a história das coisas”

Michel Quoist conseguiu contemplar uma nota de mil e orar sobre ela – podemos nos educar para “ver o invisível” a partir de qualquer objeto que faça parte de nosso dia a dia.

Escolha uma lâmpada, cadeira, sapato, barra de choco etc. este objeto tem uma história marcada pela presença, pelo trabalho de uma infinidade de pessoas. De onde vem a matéria prima? Quem a plantou, extraiu etc.?

As pessoas devem perceber que o objeto está carregado de sentido, como oferta de mãos sensíveis que tornaram possível a sua existência. Aí é possível fazer uma oração pelos irmãos e irmãs presentes naquele sinal concreto de seu trabalho.

“Deus naquilo que possui de mais vivo e de mais encarnado, não está longe de nós, fora da esfera tangível; mas ele nos espera a cada instante na ação, na obra do momento. Ele está, de algum modo, na ponta da minha caneta, da minha picareta, do meu pincel, da minha agulha – do meu coração, do meu pensamento. É impulsionando até o seu último fim natural, o traço, o golpe, o ponto, com os quais estou ocupado, que tocarei o Fim último para o qual tende a minha vontade profunda.”

 (de: Theillard de Chardim – O meio Divino –  do livro: Hino do Universo – Paulus, 1999)

 

“Experimente...”  Imaginar como seria a continuação de certos episódios bíblicos:

- O que fez o moço rico depois que Jesus se afastou?

- O que fez a família de Zaqueu quando soube que ele deu metade de seus bens?

- Como a mulher encurvada curada por Jesus conversou sobre o fato com suas vizinhas?

- Como era a relação do paralítico com os quatro amigos que o desceram pelo telhado?

- O que Maria conversava com Izabel enquanto cuidava da casa de sua prima?

Ao  Entrevistar pessoas envolvidas num fato, captando seus pontos de vista. Por ex: ler Jo. 9 e imaginar uma entrevista com o cego, o pai e a mãe, alguém da multidão os discípulos de Jesus, os adversários de Jesus.

Ao Escrever uma carta pessoal para alguma figura bíblica. Partilhar o escrito no grupo e depois fazer preces espontâneas.

Oração para educar na ternura:

- Experimente fazer uma oração da noite diferente: vá dizendo devagarzinho os nomes de todo mundo que você encontrou ou lembrou durante o dia, como se estivesse colocando num altar uma oferta ao Senhor. Não é preciso usar muitas palavras;

- Saboreie cada nome, torne a pessoa presente na sua ternura e a coloque com respeito e esperança no colo de Deus.

 

Do livro: Este Mundo de Deus – Educar para a espiritualidade do cotidiano, de Therezinha Motta Lima da Cruz – Paulus Editora.

O rosto do meu Jesus

 

Tempo: 90’

Material: para cada participante: texto impresso (modelo anexo), ¼ de folha de papel sulfite, canetas/lápis. Para o grupo: duas folhas de cartolina, canetas hidrocor e cola. Diversas e variadas figuras da pessoa de Jesus. Aparelho de som, música instrumental suave, volume baixo.

 

Objetivo: Despertar a percepção do que “sentimos” ao contemplar uma imagem ou figura impressa de Jesus:

- Levando-os, pelo recurso do texto de apoio, à reflexão de que “o rosto de Jesus” também se apresenta, se revela, através das pessoas e de nós mesmos.

- Possibilitando a reflexão e a troca do sentido missionário que a pessoa de Jesus propõe a cada um.

- Dialogando sobre o respeito à maneira de cada um vivenciar e expressar a sua fé.

- Propondo e facilitando a integração entre o “que sentimos” contemplando a figura/imagem de Jesus e o “que realizamos” na vida do Jesus irmão, que caminha conosco no dia-a-dia.

Estratégia:

 

1º momento: 20’

Espalhar previamente as figuras da pessoa de Jesus sobre uma mesa.

Fazer a acolhida habitual dos participantes. Em seguida convidá-los a uma atividade em grupo:

- Apontando para as figuras previamente espalhadas sobre a mesa, orientar: “temos diversas figuras da pessoa de Jesus sobre a mesa, vamos primeiro caminhar ao redor da mesa, olhar essas figuras, perceber qual delas nos atrai, nos sensibiliza mais e sem tocá-las vamos escolher apenas uma delas”.

- “Na segunda volta ao redor da mesa, cada um vai pegar a figura que mais o tocou e retornar ao seu lugar. Se duas ou mais pessoas escolherem a mesma figura, podem sentar-se próximas umas das outras.”

- Após o retorno de todos, propor que cada um apresente ao grupo a figura escolhida explicando o porquê de sua escolha. Incentivar para que todos o façam.

 

2º momento:25’

Após a manifestação de todos, distribuir o texto de apoio e sugerir que um dos participantes o leia.

- deixar que releiam, agora em silêncio, se assim desejarem.

- em seguida propor que resumam o que entenderam.

- repetir a pergunta do final do texto lido: “... Alguém nos fez ou nos faz perceber o rosto, a presença de Jesus, de Deus, na nossa vida?”

- motivar para que todos falem.

 

3º momento: 20’

Após a manifestação de todos propor:

- agora, cada um vai colar a figura de Jesus que tem em mãos e escrever ao lado o nome ou os nomes das pessoas que o fizeram ou ainda o fazem perceber o rosto, a presença de Jesus na sua vida e o porque. Pode citar quantas pessoas desejar, apenas seja claro e objetivo, por ex.: madre Tereza de Calcutá (ajudava o mais necessitado); um sacerdote amigo(revela santidade em suas palavras e gestos); meu pai (ensinou-me a amar as pessoas) etc.

- disponibilizar os materiais: cola, cartolina, canetas e deixá-los a vontade.

 

4º momento: 10’

Convidá-los a apreciar o cartaz e solicitar: “Agora, vamos conversar com Jesus, falando de nós, das nossas coisas, da nossa vida, do nosso amor por Ele. Podemos também falar das pessoas que nos levaram a conhecê-lo, amá-lo etc. Vamos fazer isso escrevendo. Este papel que estão recebendo é de vocês, ninguém o tocará, após o exercício podem guardá-lo como lembrança deste momento. Os que não desejarem escrever apenas fechem os olhos e sintam-se conversando com Jesus”.

- distribuir os papéis (¼ de folha sulfite), canetas. Ligar o som, volume baixo, e deixá-los à vontade.

- ao término pedir que guardem o que escreveram e propor que conversem com Jesus sempre que desejarem.

5º momento: 15’

Propor: “retomando o texto de apoio, vamos nos deter no impresso em destaque no quadro da folha, vamos ler, em silêncio, refletir seu sentido”. Dar um tempo para que leiam. – em seguida, solicitar que fechem os olhos, acolham as propostas e respondam ao seu próprio coração. “É o momento da nossa interiorização conosco mesmo e com Jesus”. Fazer as propostas pausadamente, dando o tempo necessário para que reflitam:

- De que maneira em meus trabalhos pastorais tenho refletido o “rosto” de Cristo?

- E em minha própria família?

- Há alguém em especial que dificulta o meu expressar essa imagem, esse rosto de Jesus? O que faço para vencer essa barreira?

- De que maneira acolho o outro, quando me passa esse semblante do Cristo?

- De que maneira acolho o outro quando NÃO me passa esse semblante do Cristo?

- É mais fácil perceber o reflexo de Jesus em momentos de alegria ou de tristeza?

- Agora, pense no próprio Cristo Jesus, reforce em seu coração, em sua mente, em seu espírito esse Cristo por inteiro e ofereça a Ele todas as pessoas que vieram à sua mente e ao seu coração durante esses trabalhos.

- Abram os olhos devagar, sintam-se à vontade. Quem desejar pode espreguiçar-se.

- Abrir para manifestações.

- Concluir e agradecer a participação de todos.

 

Texto de Apoio: O rosto do meu Jesus

Muitas vezes fico pensando como seria, de fato, o rosto do meu Jesus.

Os apóstolos contemplaram esse rosto bendito. Viram seu sorriso e sua alegria.

Conheceram, pela sua face, a face da compaixão, do Amor, a paixão da entrega. A dor dos homens e a serenidade de Deus. Sentiram a força de seu olhar. Viram seu rosto condoí,o pela dureza dos corações, iluminado pela presença do Pai, amoroso pelo coração do amigo. Alguns tocaram esse rosto, experimentaram a doçura que revelava, descobriram o mistério que escondia e encontraram nele a paz. Conviveram muito pouco, face a face, com este homem terreno, mas o que dele aprenderam se fez eterno. Muitos o retrataram em telas, imagens, esculturas, postais... outros, com a própria vida...  Também hoje, entre nós, há homens, mulheres e até crianças que nos fazem sentir e perceber o rosto, a presença de Jesus em nossa vida. Mas há em cada um de nós um rosto, uma imagem da pessoa de Jesus, que é única, especial. Por isso gosto de dizer “o rosto do meu Jesus”, não pela pretensão de que seja só meu, mas pelo desejo de que entre ele e eu haja um laço tão forte que eu o reconheça... “é o rosto do meu Jesus”... se apresentando aqui e ali... na vida dos meus irmãos. Vamos pensar nisto: alguma vez, alguém que passou por nós ou ainda faz parte da nossa vida, nos fez ou nos faz perceber o rosto, a presença de Jesus, de Deus, na nossa vida?  ... Se a verdadeira cultura é a que exprime os valores universais da pessoa, quem pode projetar mais luz sobre a realidade do homem, sobre a sua dignidade e razão de ser, sobre a sua liberdade e destino do que o Evangelho de Cristo? ... A primeira forma de evangelização é o testemunho, isto é, a proclamação da mensagem da salvação através das obras e da coerência de vida, levando assim a cabo a sua encarnação na história cotidiana dos homens. Por isso, a nova evangelização exige coerência de vida, testemunho sólido e unitário de caridade, sob o signo da unidade, para que o mundo creia... Jesus não somente se aproxima dos caminhantes. Vai além: faz-se caminho para eles... acompanha seus passos, aspirações e biscas, problemas e dificuldades...Põe em prática o que, um dia, ensinara a um doutor da Lei: as feridas e os gemidos do homem... constituem a urgência do próprio caminhar...

Documento de Santo Domingo I,22.30 – III, 16-17

 

Do livro: Família e Vida, Caminho, Vocação e Missão – Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora - 2007

 

 

 

Troca de Talentos

Objetivo: refletir a respeito dos nossos dons, promovendo uma autoconsciência em relação aos dons de cada um:

- mobilizando um espírito de cooperação no grupo;

- criando uma consciência grupal em relação ao papel e à possibilidade de cada um no grupo: o que temos para dar e o que precisamos receber, isto é, compartilhar os dons no grupo;

- levando-os, mediante a reflexão de um texto bíblico, a descobrir ou reafirmar possibilidades pessoais.

Material: Para o grupo: Bíblia, evangelho (Mt.25,14-30). Para cada participante: meia folha de papel sulfite, canetas hidrocor.

Estratégia: Reunir o grupo em círculo, colocar o material sobre uma mesa central. Comunicar o tema da reunião estimulando-os a participar.

1 - Solicitar que um voluntário leia o texto bíblico e que os participantes ouçam a mensagem com atenção.

2 – O animador então inicia uma reflexão sobre o tema, motivando a manifestação de todos sobre o entendimento do texto e sua relação com a vida de cada um.

3 – Pedir que cada participante pense em um dom/talento que Deus lhe concedeu e que reconhece que o possui:

- solicitar então, que cada participante escreva na folha disponível, o dom que reconhece possuir e que deseja colocar a serviço do grupo.

4 - Orientá-los a colocar na mesa central ou no chão, formando um círculo, as folhas contendo os dons que colocam à disposição do grupo.

5 – Convidá-los a, em silêncio, entrar em contato (ler) com cada um dos dons disponíveis e, sem precipitar-se ou comentar, escolher um deles, aquele talento de que estão precisando hoje:

- “com sinceridade, aproveitem essa oportunidade... reflitam, escolham.” Se mais de uma pessoa escolher o mesmo talento, uma segura a folha e as outras se sentam ao lado dela. Depois, retornem ao circulo levando-a com vocês.

6 – agora, sem dizer o talento/o dom que colocamos à disposição do grupo, vamos contar ao grupo aquele que escolhemos e porque precisamos dele nesse momento da nossa vida.

- motivar para que todos se manifestem, mesmo que os depoimentos se repitam. Controlam os que se estendem para dar oportunidade a todos.

7 – finalizar conforme escolha do grupo: oração de mãos dadas; teatro; troca de mensagens relativas ao tema entre os participantes. Deixar que escolham e decidam, é um exercício da própria dinâmica: utilizar os dons e criar.

Do livro: Caminhos de Encontro e Descobertas – Dinâmicas e Vivências – Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro - 6ª ed. - Paulus Editora – 1998

 

Caixa de texto: Dinâmicas

Técnica de Dinâmica: “Os Sentimentos”

 

60 minutos – indicada para adultos, casais, famílias, grupos de jovens e adolescentes. Adequá-la a cada realidade. 10 a 18 participantes.

 

Objetivo: conscientizar e promover a importância dos sentimentos para nossa vida:

- criando uma situação que propicie o “sentir”, levando os participantes a experimentar uma emoção por meio da reflexão de um tema que sugere: valores, expectativas, desejos, esperança etc.;

- ressaltando as diferenças pessoais na maneira como cada um lida com as suas emoções, como as vive e as manifesta.

 

Material: Para o grupo: gravador, fita com música suave, uma cartolina, uma palavra- chave que o animador deve escolher (sugestão: nós, casamento, união, família etc.), canetas hidrocor.

 

Estratégia: 1ª etapa: 05’

Previamente acomodar no chão ou sobre uma mesa uma folha de papel cartolina, espalhando à sua volta canetas hidrocor.

Convidar os participantes a sentar-se no chão, ou solicitar que aproximem suas cadeiras da mesa central e orientar:

- “vou escrever uma palavra no centro da cartolina e, ao ler esta palavra, cada um deverá escrever, em torno dela aquilo que lhe vier à cabeça, quantas vezes quiser e em quantas palavras desejar;”

- recomendar que não conversem durante o exercício.

2ª etapa: 15 minutos

Ligar o gravador, música suave e volume baixo:

- escrever a palavra-chave e aguardar que, espontaneamente, todos participem conforme foi proposto;

- manter silêncio, não apressar, porém controlar o tempo;

- caso seja necessário, em silêncio, passe a caneta para um dos participantes para que dê início ao exercício;

- antes de encerrar a etapa, verificar se alguém deseja escrever mais alguma palavra.

- Desligar o gravador.

3ª etapa: 35 minutos

Motivar o grupo a compartilhar a experiência vivida: O que sentimos ao realizá-la? Que sentimentos o exercício nos despertou? O que é sentir? Como é? O que fazer com nossos sentimentos, e a opção de partilhá-los ou não?

Relacionar com a vida pessoal e do casal.

Fazer a leitura do texto: Relembrando os sentimentos ou solicitar que um voluntário o faça.

Motivá-los a complementar suas opiniões. Concluir como desejar ou propor que os participantes dêem sugestões.

 

Relembrando... Os sentimentos

Sem sentimentos, não há dúvida, a vida não teria sabor. Se o mundo fosse só razão, só raciocínio e conclusões, a vida seria sem graça, fria. Não sentir é não viver. Nossos sentimentos são nossa reação ao que percebemos por intermédio dos sentidos e podem modelar nossa reação ao que experimentaremos no futuro.

Quando perdemos contato com nossos sentimentos, perdemos contato com nossas qualidades mais humanas. Muito já se falou de “corações de pedra” porque não reagiam diante de quadros dramáticos, como também já se falou de moleza de coração ou “coração mole” quando não se resiste a uma lágrima caída. Sentimos só pelo coração? Não dói nosso corpo ao ver uma dor refletida na ferida do outro? Não perturba nossa mente quando nossos sentimentos captam a miséria, o abismo do outro? Ou quando nos pressionam com situações desequilibradas, brigas, medos? E o que dizer do corpo todo que responde a uma grande emoção, a um susto, a uma enorme alegria, a uma terrível perda.

Toda essa pulsação que se sente, toda essa vibração que se percebe, é fruto do sentimento. Dele brotam lágrimas e sorrisos que se acolhem e se ofertam, atitudes que encantam e conquistam, gestos que prometem e comprometem. Por outro lado, toda maldade que se planeja, se concebe e se espalha, é também fruto do sentimento. Não é tarefa fácil combater um sentimento negativo, mas até a ciência comprova que cultivá-lo torna frágil nossa saúde corporal, mental e espiritual. Assim, os empenhos da razão, do coração e da fé podem contribuir para harmonizá-los. Permitem-nos analisar os motivos de tais sentimentos. Levam-nos a experimentar as sensações que provocam em nós e nos outros e nos fazem ultrapassar nossos limites naturais para elevar nossos sentidos, cultivar virtudes, reconhecer necessidades, entregar, sem receios, nossas carências.

Os sentimentos são, assim, a reação mais direta à nossa percepção. Por eles somos provocados, cutucados, serenados e com eles também despertamos provocações, expressamos ternura, cumplicidade. Não podemos e não devemos sufocá-los. Antes, é preciso sentir cada um deles, identificá-los, e então, expressá-los. Mas, quando usamos somente palavras para descrevê-los, na verdade, tentamos dominar nossos sentimentos mais do que experimentá-los. (*)

       “E Jesus vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estavam abatidos e enfraquecidos como ovelhas sem pastor” (Mt.9,36)

(*) Inspirado em: MOHANA, J. Sofrer e amar; VISCOTT, D. A linguagem dos Sentimentos.

 

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002

COMUNICAÇÃO VERBAL – TELEFONE SEM FIO

 

60 minutos – indicada para adultos, casais, famílias, grupos de jovens e adolescentes. Adequá-la a cada realidade. 10 a 18 participantes.

 

Objetivo: conscientizar e promover a importância da comunicação verbal para nossa vida:

- levando os participantes, mediante uma brincadeira (“telefone sem fio”), a refletir sobre a importância da comunicação clara e objetiva;

- promovendo a percepção dos fatores externos e dos diferentes estímulos que podem contaminar o conteúdo de uma mensagem;

- destacando, entre os fatores essenciais da boa qualidade de uma comunicação, a co-responsabilidade do mensageiro e do receptor.

 

Material: Para o grupo: um cartão contendo uma frase simples, mas de conteúdo. Ex.: “O mel mais doce nem sempre está na árvore mais alta”.

 

Estratégia: 1ª etapa: 20’

Acomodar os participantes sentados, em círculo. Convidá-los a uma atividade em grupo. 

- orientar que: um dos participantes, voluntário de preferência, receberá um cartão contendo uma frase. Deverá ler a frase, devolver o cartão ao animador, e transmitir em voz baixa, ao próximo à sua direita, exatamente o que leu; 

- o que receber a mensagem, por sua vez, deverá transmiti-la ao próximo e assim, sucessivamente;

- o último a recebê-la deverá transmiti-la, em voz alta, a todo o grupo.

- propor que sejam fiéis à frase contida no cartão.

Iniciar.

2ª etapa: 20’

Após o último participante transmitir ao grupo a mensagem que recebeu, propor que o mesmo leia, em voz alta, a frase contida no cartão.

- em seguida motivá-los a que observem o que aconteceu, se a mensagem foi ou não adulterada;

- deixá-los livres para comentários, acolher as manifestações de uns, estimular que outros a complementem.

3a etapa: 20 minutos

Propor que reflitam:

- “como foi passar e receber uma mensagem?”

- “como foi perceber que a mensagem parecia estranha, reduzida, truncada ou ampliada?”

- “habitualmente, filtramos ou selecionamos as mensagens recebidas?”

- relacionar a experiência com o dia-a-dia do casal, motivando-os a manifestações.

 Fazer a leitura do texto: Relembrando a comunicação verbal ou solicitar que um voluntário o faça.

Motivá-los a complementar suas opiniões. Concluir como desejar ou propor que os participantes dêem sugestões.

 

Relembrando...  A comunicação verbal

Pais, mestres, amigos e inimigos, amados e amantes, através de sua comunicação verbal vão descrevendo coisas, despertando sentimentos, formando mentes, solidificando realidades. Pelo poder da palavra a mente cria imagens, o coração experimenta sensações, o corpo vibra, reage.

A comunicação verbal é o ato ou efeito de comunicar-se, de emitir, transmitir e receber mensagens por meio de métodos e/ou processos convencionados. Quem passa as mensagens usa estes meios para atingir um fim: comunicar-se - quer que o outro receba sua mensagem. Às vezes, a indiferença de quem a recebe provoca alteração emocional naquele que deseja comunicar-se, e daí a cadeia de alterações, na forma equilibrada ou não de comunicar-se, gera desencontros na comunicação. Por isso, a capacidade de trocar idéias, discutir situações, dialogar, conversar com vistas ao bom entendimento sugere: clareza, serenidade, verdade, saber ouvir, saber falar etc.

Porque comunicar é tornar comum (sem esconder detalhes); é fazer saber (não impor); é pôr em relação, contato (para troca); é ligar, ouvir (tornar cúmplice); é dar passagem a (abrir para questionar); é estabelecer  comunicação (aceitar respostas); é conversação (ouvir também); é convívio (compartilhar vida, esperanças, sonhos, tristezas etc.); é transmitir-se (revelar-se ao outro); é propagar-se (oferecer-se ao outro); é travar ou manter entendimentos (relacionar-se, expor); é entender-se (objetiva ouvir e falar). Diálogo: fala alternada entre duas ou mais pessoas; conversação. Comunicação verbal. Comunicação pelo uso da palavra. Mas palavras todo mundo as usa. O chefe que dita ordens, o empregado que as refuta, o vendedor que engana clientes, o mau pagador que adia seus débitos, a criança que não quer obedecer, o adolescente, o jovem etc. Assim, a comunicação verbal expressa também nosso jeito de ser, nossa maturidade, nossa personalidade, nossos princípios vivenciais. Comunicamos não só o que sentimos, mas também o que somos. Pela comunicação construímos nossa imagem.

A arte e o poder da comunicação verbal se comparam a um jogo, não que suponha competição, mas pelo poder de escolha das palavras, pela arte de bem ordená-las, pela paciência de repeti-las em certas jogadas, esperar a sua vez, sem se importar com vitórias ou derrotas, mas simplesmente pelo prazer e pela emoção de vivenciar o próprio jogo do viver e conviver.  (*)

E Jesus disse: “É por tuas palavras que serás justificado ou condenado.” Mt. 12,3

 

(*) Inspirado em: ALVES, Rubem.  Variações sobre a vida e a morte.

Do livro: Nós, Eu e Você – Dinâmicas e Vivências para Noivos - Sonia Biffi e Rosabel De Chiaro – Paulus Editora – 2ª. Edição, 2002

 

 

COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL

 

60 minutos – indicada para adultos, casais, famílias, grupos de jovens e adolescentes. Adequá-la a cada realidade. 10 a 18 participantes.

 

Objetivo: conscientizar e promover a importância da comunicação não verbal para a nossa vida:

- levando os participantes, mediante o uso da mímica, à experiência da comunicação pela linguagem corporal,  vivenciando, na prática, a codificação e tradução de uma mensagem não verbal;

- ressaltando as diferenças da expressão corporal de cada um.

Material: Não é necessário.

Estratégia: 1ª etapa: 20’

Acomodar os participantes sentados, em círculo. Convidá-los a uma atividade:

- propor a brincadeira da mímica de forma alegre e descontraída, criando um clima amistoso, porém competitivo, onde todos deverão empenhar-se em executar a proposta.  Estimular para que todos participem;

- colocar algumas regras: não apontar objetos, pessoas; não emitir sons; não fazer desenhos no ar.

Dividir o grupo em 2: H e M

- cada grupo criará uma mensagem positiva para o grupo oposto, p. ex.:

- como elas gostam de ser tratadas; como eles gostam de curtir o esporte, os amigos etc.

Terão 15 minutos para escolher a mensagem e ensaiar a forma de passá-la; recomendar que só usem a mímica.

2ª etapa: 20’

Convocar um grupo de cada vez para passar a mensagem, devendo o outro decifrá-la; 

- manter o clima de descontração e alegria.

3a etapa: 20’

Refletir com o grupo a experiência vivida.

- Como foi passar e receber uma mensagem não verbal?

- Fazemos isto em nossa vida? Como ampliar nossa consciência nesse sentido?

- concluir relacionando a experiência com o dia-a-dia do casal, motivando-os a manifestações.

Fazer a leitura do texto: Relembrando a comunicação não verbal ou solicitar que um voluntário o faça.

Motivá-los a complementar suas opiniões. Concluir como desejar ou propor que os participantes dêem sugestões.

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