"Ide e pregai o evangelho a toda humanidade"  (Mc 16,15)

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Expedito Felipe Alencar Antinarelli - Cotia/SP

Expedito Pergunta: Padre, as vezes fico confuso ao tentar compreender certas palavras da bíblia em que se encontram duplas ou triplas interpretações. São muitas, muitas mesmo, as passagens em que me confundo, e não tenho sempre alguém do meu lado que me explique as escrituras, ou que reflita comigo. Vou dar um exemplo para o senhor, desculpe por estender as palavras e espero não incomodá-lo com alguma pergunta idiota. Lembra daquelas palavras que Jesus diz "Dias virão em que desejareis ver um só dia o Filho do Homem e não podereis ver. As pessoas vos dirão: 'Ele está ali' ou 'Ele está aqui'. Não deveis ir, nem correr atrás"? Ai eu penso no seguinte, cada religião hoje enxerga Jesus de uma maneira diferente, cada religião diz "o Cristo está aqui", realmente como está na bíblia. Jesus não está fisicamente entre nós. Estamos vivendo naqueles dias em que Jesus falou? Olha, eu não duvido da presença de Cristo na eucaristia, mas o mesmo Cristo que está no pão, é o Cristo que eu encontro no meu próximo, e quando eu ajudo o próximo, eu estou ajudando a Cristo, e se eu nunca comunguei na minha vida, isso se torna indiferente se eu ajudar Cristo no próximo, ou estou errado? Por favor, me corrija! Já pensei em mudar de religião, e até em seguir Jesus a minha própria maneira, não consigo encontrar o meu caminho! Ajude-me! Não sei que religião cristã seguir! Não sei que igreja apresenta Cristo Jesus como ele realmente é! Embora haja a questão ecumênica, realmente, para cada religião cristã, Jesus é apresentado de uma forma diferente! Para estes tempos, se estivermos nele, Jesus diz: "Não deveis ir, nem correr atrás", para onde eu vou então? Na carta de Tiago está escrito: "A religião pura e sem mancha aos olhos de Deus é esta: Cuidar dos órfãos e das viúvas e conservar-se puro da corrupção deste mundo", então devo ficar em casa, guardar todos os mandamentos, orar todos os dias e praticar caridade? O que devo fazer padre?

Pe. Cido Responde: Felipe, meu irmão, sua carta mais do que uma resposta pede um curso de teologia. E o espaço que eu tenho por aqui é pouco, você sabe. Em todo caso, meu amigo, você está no caminho certo na busca de Cristo. Ele pode ser encontrado nos Evangelhos, na Eucaristia, na oração comunitária, no pobre. A nossa fé católica nos permite encontrar Jesus em todos esses "lugares". Isso é maravilhoso. Eu fico triste quando ouço de algum ex-católico a explicação de ter deixado nossa Igreja. Dizer que encontrou Jesus é de lascar. Quem troca nossa Igreja por outra não era católico de verdade, porque a Igreja, a nossa Igreja é um corpo, cuja cabeça é Cristo e nós os membros. Quem troca nossa Igreja por outra nunca leu os evangelhos nem ouviu nela os evangelhos. Eles são a palavra viva de Jesus e em todas as celebrações de nossa Igreja o evangelho é lido. Quem troca nossa Igreja por outra nunca comungou, porque Jesus está realmente presente no pão e no vinho consagrados. Quem troca nossa Igreja por outra nunca se reuniu com os irmãos para rezar, porque Jesus disse que onde dois ou mais estiverem reunidos em seu nome ele está no meio deles. Quem troca nossa Igreja por outra, nunca ajudou um pobre, porque Jesus se identifica com eles ao dizer: “Tive fome e me destes de comer...”

Felipe, hoje em dia tem mesmo se realizado a profecia de Jesus. O que tem aparecido de seitas afirmando ser caminho de salvação, ser donas de Jesus Cristo, ter exclusividade sobre Jesus faz a gente pensar. Fiquemos, porém, firmes em nossa fé, lembrando sempre o que diz o papa: “Nós não seguimos uma doutrina. Nós seguimos uma pessoa, que é Jesus, Caminho, Verdade e Vida.”  Um abraço, meu irmão.

José Demétrio de Camargo - Piedade/SP

José Demétrio Pergunta: Padre Cido, eu sou Católico praticante e queria saber uma coisa, é um assunto muito íntimo. Tenho 13 anos e queria saber se a masturbação é pecado (se masturbar) e também o que posso fazer para que Deus me perdoe se ela for pecado.

Pe. Cido Responde: Meu caro amigo, espero que eu possa dar uma resposta legal pra você. A primeira coisa que eu quero dizer a você é que precisamos tirar da nossa cabeça a idéia de que sexo é uma coisa suja. Não, não é. Deus nos deu a sexualidade como complemento do amor e para a propagação da espécie. Pense sempre nisso. E que Deus ajude você a entender a beleza do sexo neste sentido e nunca faça do sexo um instrumento para desrespeitar o próprio corpo e o corpo do outro.

Você, meu amigo, tem treze anos. Saiba que na sua idade a masturbação é praticamente normal, porque você de repente está descobrindo o seu próprio corpo e a sexualidade. Não dá para falar em pecado então, porque você, eu tenho certeza disso, não quer ofender a Deus.

Lembro pra você também que o que você tem que fazer é ocupar a sua cabeça com outras coisas. Não faça do sexo uma obsessão. Isso poderá transformar num hábito que poderá prejudicar você no futuro. Quando a gente ocupa o tempo com o estudo, o trabalho, o esporte, as boas amizades, o sexo deixa de ser martelado na nossa cabeça. É isso aí, meu querido amigo. Que Deus abençoe você e sua família. Escreva sempre.

Luciana  - Sorocaba/SP

Luciana Pergunta: Olá Pe. Cido Pereira A sua benção....estou encontrando uma grande dificuldade em batizar minha filha aqui em Sorocaba, pois tanto eu e meu marido quanto aos padrinhos somos casados apenas no civil, mas somos todos católicos. Gostaria de saber o porque de se recusarem a batizar minha filha? Nascemos todos na cidade de Santo André/SP,e lá na paróquia em que freqüentávamos não se recusa fazer batismos nessa forma. Gostaria de saber se existe por aqui alguma igreja que batizem sob essas condições,pois o nosso propósito é o batismo, Obrigada!!!

Pe. Cido Responde: Luciana, espero que você entenda o que eu vou dizer. Veja, minha querida, há certa incoerência no que você me diz no seu e-mail. Você e seu marido e os padrinhos se dizem católicos. Como são católicos se não se casaram na Igreja? Como são católicos se não aceitam o sacramento do matrimônio? Ser católico apenas de nome é complicado minha irmã querida. Ser católico é muito mais do que ter o nome registrado num livro de batismo numa paróquia católica. Então o que é ser católico?
Ser católico é ser discípulo de Jesus, isto é, alguém que se
encanta com este Mestre divino e aprende dele e com ele lições de vida, de amor, de comunhão com Deus e com os irmãos. É ser discípulo seguidor deste Mestre maravilhoso e não só acreditar numa doutrina, mas segui-lo. Veja, então, Luciana, que Jesus não apenas instituiu um sacramento, o Batismo. Não, ele instituiu sete sacramentos. Recusar um é recusar todos. Ser católico é também ser missionário, isto é, alguém que passe a sua experiência de vida com o Mestre para os outros. Você e seu esposo, minha querida irmã, terão que ser testemunhas de fé para sua filha. Como farão isso, porém, se vocês se recusam a se casarem na Igreja?
E tudo isso que estou dizendo a você, Luciana, vale também para os padrinhos. Ser padrinho (paizinho), madrinha (mãezinha) é ser pai e mãe na fé. Como serão, se também vivem juntos mas se recusam a consagrar-se um ao outro no sacramento do matrimônio? Então, Luciana, em vez de se revoltar contra as normas de sua paróquia, em vez de procurar paróquias que "quebrem o galho" para vocês, eu convido a vocês a pensarem que as exigências de sua paróquia é muito mais que exigência, é
um gesto de respeito para esta criança que vai precisar tanto de vocês para aprenderem a amar, seguir, imitar Jesus na sua vida inteira. Fique com Deus, Luciana. Abraço a todos vocês, colocando-me à disposição para continuar este papo quando passarem por São Paulo.

Simone Maria da silva Brasília /DF

Simone Pergunta: Bom dia Padre! Tem uma coisa que esta me atormentando, fui casada durante 3 anos e desse matrimonio tive uma criança, que foi dada para meu primo batizar mas com o tempo eu e o padrinho dele nos aproximamos de um jeito diferente, enfim nasceu um amor muito forte e verdadeiro entre nós dois s ó que minha família é contra pois dizem que estamos cometendo um pecado, e estão nos impedindo de viver esse amor,o que devo fazer? Desisto de um amor verdadeiro ou enfrento tudo para tentar ser feliz? Desde já agradeço pela resposta.

Pe. Cido Responde: Simone, você tem um longo caminho a percorrer para legitimar esta segunda união, independentemente de ser comadre do homem que você está gostando agora. A primeira coisa, minha irmã, você não me disse, é saber se você foi casada na Igreja na primeira união. Foi? Você não me disse. Se foi casada, você tem que entrar no tribunal eclesiástico com um processo de verificação de nulidade. Se o tribunal, após o processo, der como nulo o seu primeiro casamento, você estará livre para se casar uma segunda vez. Caso contrário, você não poderá casar-se na Igreja. No processo de verificação de nulidade, ficará claro também o motivo por que a união se acabou e que compromissos ficaram em relação à filha que você teve. Uma outra questão: se a primeira união não se deu na Igreja, você de certa forma está livre para se casar na Igreja com seu primo. Você, porém, terá que ter uma conversa muito sincera com o seu pároco, explicar para ele a situação e, inclusive, dizer a ele porque na primeira união você não quis casar-se na Igreja e agora quer. Houve um tempo em que o ser compadre ou comadre de alguém se configurava como um parentesco espiritual. Isso, porém, não conta mais, desde que as duas pessoas sejam livres e desimpedidas, isto é, não estejam presas à uma primeira união. Enfim, minha querida irmã, se você se deu ao trabalho de pedir a um padre esclarecimentos sobre sua situação, isto significa que você é católica mesmo, e sendo assim, faça tudo que a Igreja lhe pede para que este amor que você está sentido pelo seu primo seja abençoado. Rezo por você.   

Gabriel  - São Paulo/ SP

Gabriel Pergunta: Fui criado na Igreja Católica, mas acabei me afastando na mocidade e só voltei aos 21 anos, só que sem aquela comunhão que eu tinha antes, sobretudo com muitas dúvidas. Acabei por conhecer uma comunidade protestante e a comunhão com Jesus Cristo foi tremenda. Como sou de Família italiana, muito católica, as vezes sinto falta do meu terço, das missas.. aí, pego-me lendo algumas matérias na internet sobre a Igreja Católica como: Igreja e Constantino (a última matéria que eu lí não falava muito bem da Igreja; que orações repetidas desagradam a Deus; que o católico é acomodado; enfim.. Padre, por caridade, responda esse e-mail com amor e ajude-me nesta dúvida sobre qual caminho seguir. Estou precisando muito. Fico no aguardo do senhor! muito obrigado!

Pe. Cido Responde: Gabriel, meu irmão. Você nasceu católico, afastou-se, voltou a ser, e saiu de novo para uma comunidade protestante, quer continuar católico... Nossa! Não está na hora de parar e decidir que caminho você deseja seguir? Não está na hora de você alimentar sua fé com o Evangelho de Jesus, com a doutrina católica, com a convivência com seus irmãos na fé? Sabe, Gabriel, esta indecisão é muito ruim. Outra coisa: dizem os entendidos que nós somos aquilo que comemos. Isto vale para a vida material e a vida espiritual. Se de repente eu alimento a minha fé só com artigos que questionam a minha fé, como é que eu vou fortalecê-la? Se eu dou atenção aos argumentos dos que não têm a minha fé e até odeiam a minha Igreja, como é que vou me sentir bem nesta Igreja? Gabriel, se eu ainda não estou firme na minha fé e apenas leio o que os que não aceitam escrevem, vou continuar sem firmeza. Agora, se depois de alimentar a minha fé com boas leituras, com a oração, com a convivência com meus irmãos, aí sim, eu poderei até ouvir o que os outros dizem. Não é mesmo?  Espero que você decida, Espero que você seja um católico bem consciente e por isso alegre e feliz.  Ah, Gabriel, nossa fé católica é linda, é enraizada na sagrada escritura e foi aceita e vivida por homens e mulheres maravilhosos que hoje são exemplos para os homens de fé e para toda a humanidade. Decida-se e junte-se a nós na missão de anunciar Jesus ao mundo. 


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Cícera Aparecida da Silva - Anhumas/SP

Cícera Pergunta: Padre gostaria muito de ter um novo amor ou seja padre um namorado um homem de Deus que caminhe comigo sou católica e sou catequista aqui em minha paróquia santa Luzia de Anhumas  SP.

Pe. Cido Responde: Cícera, é muito humano o seu desejo. De fato, no coração de todo homem e toda mulher há mesmo o desejo de encontrar alguém que nos ame e a quem amemos profundamente, encontrando deste dar e receber amor uma sentido verdadeiro para a nossa vida.  Aqui vai, então, Cícera, umas dicas para você. Procure relacionar-se com pessoas de sua comunidade, cultive amizades verdadeiras com pessoas de ambos os sexos, partilhe alegrias e tristezas com os outros. É na convivência, na partilha de alegrias e tristezas, que vamos conhecendo as pessoas e vamos sendo conhecidas. Não tenha medo de falar de seus sonhos e esperanças. Em tudo isso, Cícera, nutra sempre um profundo respeito por si mesmo. Não faça concessões, não faça nada de que venha a se arrepender mais tarde. As escolhas que fazemos na vida têm consequências e o nosso futuro feliz ou não depende dessas escolhas.  Que bom, Cícera, saber que você é Cristã, alguém que procura iluminar a vida com o Evangelho de Jesus. Que bom que você está iluminando a vida das crianças com o Evangelho, sendo catequista. Deixe que esta luz guie seus passos, caminhe nesta luz, e vá em frente. Eu até desconfio que o bom Deus já tenha preparado aquele que vai fazer de você uma mulher feliz. Fique com Deus. Daqui de São Paulo, um velho padre reza por você.

Manoele -  Passo Fundo/RS

Manoele Pergunta: Casamento só é casamento quando ocorre numa igreja com a benção do sacerdote?

Pe. Cido Responde: Manoele, minha irmã. Eu estou pensando cá comigo por que você me fez esta pergunta. Será que você não quer se casar na Igreja? Será que você quer apenas começar uma vida em comum com alguém sem o sacramento? Eu tenho duas respostas para sua pergunta. Sim, o casamento só é casamento quando feito na Igreja com a bênção de um sacerdote. Isso vale para quem é católico, para quem tem fé, para quem quer iluminar a sua vida com o Evangelho de Jesus, para quem respeita a família e quer começar a construir bem uma família.

Segunda resposta. Não. O casamento também pode ser válido sem ser na Igreja e sem a bênção do sacerdote. É válido no sentido de que quem se casa deste jeito não pode fazer disso uma desculpa para se livrar da responsabilidade de amar e respeitar o parceiro, a parceira, da responsabilidade de ser pai e mãe responsável. É válido também uma vez que a pessoa não tem fé. Só que este casamento não será jamais um sacramento, jamais será um sinal eficaz da graça de Deus.

Manoele querida, eu não me preocupo tanto com os que não têm fé e se casam de qualquer jeito. Eu fico preocupado é com os que dizem ser cristãos e se recusam a se casar na Igreja. Por que esta recusa? Por que não querer que Deus consagre os dois para a missão tão bonita de se construir um lar, uma nova família? Pense nisso, minha irmã.

Eleide – Botucatu/SP

Eleide Pergunta: Padre, a sua benção. Eu gostaria de saber porque a bíblia nos mostra 9 dons e a igreja nos diz serem 7 e ainda alguns são substituídos por outros, a saber na bíblia: sabedoria, ciência, profecia, cura, milagres, oração em línguas, interpretação de línguas, fé, discernimento dos espíritos. E a igreja diz:sabedoria, ciência, inteligência,fortaleza,piedade,temor a Deus,conselho. Fico meio confusa, a gente lê uma coisa na bíblia e a igreja apresenta outra.

Pe. Cido Responde: Eleide, o número sete é cheio de simbolismo para a Igreja. Ele lembra a plenitude, lembra a perfeição. Há uma explicação para este número que aponta para a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo e para os quatro elementos da natureza: Terra, água, fogo e ar. Repare que sete são os dias da semana, sete as virtudes teologais, sete os vícios capitais, sete os dons do Espírito Santo. Outra coisa. A Igreja ensina que os dons do Espírito Santo se destinam à nossa santificação, enquanto os carismas, embora sendo dons do Espírito também, se destinam ao serviço à comunidade. Por isso sabedoria, ciência, entendimento, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus nos ajudam a ser santos. Os demais dons, ou carismas, destinam-se a servir o próximo, como a profecia, cura, os milagres,  oração em línguas. A Igreja, portanto, não se afasta da Bíblia quando condensa os dons do Espírito Santo em sete. Ela apenas faz a distinção entre dons e carisma.  Os sete dons Deus nos dá para que concretizemos nossa vocação à santidade. Todos os demais, dons nós os chama-os de carismas e nós devemos coloca-los a serviço dos irmãos na fé. Fique com Deus e que ele abençoe você e sua família.

Gabriel – São Paulo - SP

Gabriel Pergunta: Padre Cido a sua benção! O que de fato são missas afro? O Papa tem conhecimento desses acontecimentos? Quem os autoriza? O Bispo? Por que algumas pessoas usam as imagens dos nossos santos com outros nomes? Muito obrigado, Pe. Cido!

Pe. Cido Responde: Sabe, Gabriel, certos nomes dados à missa confundem demais o nosso povo e muitos deles chegam a esvaziar o sentido profundo da celebração eucarística. É o caso, por exemplo, dos tais “showmissa”, missa de cura e libertação, missa afro. Na verdade existe só a missa. A expressão “showmissa”´é profundamente desrespeitosa. Se cantores populares cantam na missa, tudo bem. Se depois da missa há um espetáculo musical, tudo bem. Mas chamar de “showmissa” o maravilhoso sacramento do altar é ir longe demais.  A missa atualiza o sacrifício redentor do Cristo. Por isso toda missa, qualquer missa é de cura e libertação. É impróprio, portanto, realizar missas de cura e libertação, dando a impressão que as demais missas não o são.  Impressiona também o fato de se classificar a missa pelos padres que celebram. Vou à missa do padre x, do padre y. Todo padre age na pessoa do Cristo durante a celebração eucarística e achar que o nome do padre faz diferente a missa não é correto. Ultimamente se fala também em missa sertaneja. São missas em que as músicas são cantadas no estilo sertanejo. Nada demais se as missas cantadas foram compostas no estilo sertanejo. O que não é correto é colocar letra em música sertaneja de domínio público. Elas acabam sendo um desrespeito ao compositor original da música e um desrespeito aos compositores cristãos que produzem belíssimas composições com músicas belíssimas e letras que lembram o momento celebrativo. Agora, respondendo à sua pergunta, Gabriel, a missa afro, deveria ser uma missa igual a qualquer missa, valorizando, porém, a cultura afro no tocante à música e ao colorido das roupas. Mais do que isso é desrespeito ao Sacramento. Misturar nossos santos com divindades do candomblé, da umbanda, é desrespeito ao Sacramento.  Fui claro, Gabriel? Fique com Deus e que ele abençoe você e sua família.

Fernanda - Joinville/SC

Fernanda Pergunta: Pergunta: Olá  Pe. sua benção! estou com uma duvida e penso que você poderá me ajudar. É preciso ir todo domingo ou final de semana a missa?
eu não tenho conseguido ir e minha mãe fala que é errado, porem eu penso que não adianta eu ir todos os finais de semana se não estiver bem para receber o corpo de Jesus, gosta ria de uma resposta pois isso tem me intrigado muito! Um abraço que Deus o abençoe

Pe. Cido Responde: Fernanda. Se você entende que ir à missa todos os domingos é uma obrigação, não vá. Se você entende que ir à missa todos os domingos é bobagem, não vá. Se você entender que ir a missa todos o domingos é muito chato, não vá. Se você entende que ir à missa aos domingos é perda de tempo não vá. Se você entender que não ir à missa aos domingos é pecado, não vá.
Vá à missa todos os domingos, Fernanda, somente nas circunstâncias abaixo: quando você entender que ir à missa é uma resposta de amor a Deus
por todo o amor que você recebe dele constantemente;
quando você entender que é preciso alimentar a sua fé com a palavra de Deus e com o Pão da vida que é Jesus; quando você entender que você participa de uma grande família e que, quando você não vai seu lutar fica vazio na mesa; quando você entender que não basta ter fé, é preciso viver a sua fé;
quando você entender que o domingo é dia de curtir a família, os amigos, a vida, mas também é dia de curtir o Deus maravilhoso que a ama de todo coração
. Sabe, Fernanda, certamente você já deve ter experimentado aquela sensação de que a missa não muda. É tudo igual, tudo repetitivo, etc. Lembre-se, porém, que sua família não muda e você a ama; sua escola é a mesma, e você a frequenta; seus amigos são os mesmos e você não se enjoa deles. Você vai ouvir também de muita gente que ir à missa só vale quando a gente tem vontade. Eu também acho. Mas também acho, querida, que devemos educar a nossa vontade para querer coisas boas que nos fazem crescer que nos fazem felizes.
Pense no que
eu disse, viu Fernanda? E vai daqui um abraço deste amigo aqui de são Paulo.

Artur Luis Pacoal - Jacarezinho/PR

Artur Pergunta: Como explicar, na catequese de adultos, a passagem de Mt 19, 28 em relação a Judas Iscariotes?

Pe. Cido Responde: Artur, fica bem reproduzirmos o que diz o versículo citado por você. Pedro fez uma pergunta a Jesus, sobre a recompensa que caberá aos doze apóstolos que deixaram tudo para segui-lo. Jesus então responde no versículo 28 do capítulo 19: "Eu vos declaro esta verdade: na nova geração, quando o filho do homem se assentar no trono da sua glória, vós, que me seguistes, vos sentareis também sobre doze tronos, para julgardes as doze tribos de Israel.

Pois é, Artur, o Antigo Testamento prepara o Novo Testamento. Os doze patriarcas do Antigo Testamento foram substituídos pelos doze apóstolos no novo povo de Deus, o novo Israel. Jesus afirma que esses apóstolos, que deixaram tudo por ele, vão participar do julgamento final do novo Israel que ao passar pelas águas do Batismo, passa a ser o novo povo de Deus.

Agora, Artur, não podemos isolar a frase. É preciso continuar lendo, porque Jesus continua dizendo: E todo aquele que abandonar casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por amor do meu  nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna. Isso é muito lindo Artur. Não serão só os apóstolos que serão tratados com um carinho especial. Serão todos os que apostarem tudo em Jesus, todos os que fizerem de Jesus Senhor e Mestre de sua vida. Lindo, não é mesmo, meu irmão? Passe isso para o pessoas da Catequese de adultos, anime homens e mulheres a fazer uma bela experiência de Jesus em sua vida. Fique com Deus. Que ele abençoe você e sua família. 

Artur Luis Pacoal - Jacarezinho/PR

Artur Pergunta: Pe Cido: Muito grato pela resposta à pergunta anterior. Hoje fui questionado sobre a posição da Igreja face aos recentes fatos publicados de maternidade pós morte do marido, usando sêmen congelado deste. Do ponto de vista da Moral cristã,isso seria aceitável? Como fica o "até que a morte os separe"?

 

Artur, menos mal que o sêmen congelado era o sêmen do próprio esposo. Ainda bem que existia um amor imenso entre os dois. Ainda bem que o desejo de ser mãe permaneceu firme no coração desta mãe. Embora esta gravidez não tenha sido fruto de uma relação sexual entre marido e mulher, o amor do casal, repito, sempre existiu, continua a existir, e o fruto bonito dele é esta criança. O que a igreja jamais aceitará é a gravidez em que se usa o sêmen de alguém desconhecido, o sêmen comprado ou vendido. A Igreja verá sempre como desrespeito à vida a mania do homem querer ser Deus e interferir no milagre da vida, dispensando o encontro amoroso entre duas pessoas que se amam, negando às crianças que nascem dessas manipulações genéticas o direito a uma família, à figura paterna e à figura materna. Que Deus dê juízo à humanidade e a ajude a escrever em seu coração as suas divinas leis. Fique com Deus, meu irmão. Que ele abençoe você e sua família.

Edilaine - Franca/SP

Edilaine Pergunta: Bom Dia Pe. meu namorado e eu marcamos casamento na igreja católica, a mãe dele é Testemunha de Jeová e ela me disse de uma forma muito ruim que se eu me casar na igreja ninguém da família do meu namorado vão ao nosso casamento ela disse que eles nem vão sair de casa, isso inclui avós, tios e primos tanto maternos quanto paternos, meu namorado disse que é sonho dele também ter um casamento no religioso... Pe me aconselha estou imensamente triste de não poder realizar meu sonho. Obrigada.

Pe. Cido Responde:

Edilene, quem disse que para se casar na Igreja precisa presença de família, de convidados, de toda a parafernália inventada pela indústria do matrimônio? Para se casar na Igreja são necessários apenas um homem e uma mulher que se amam e que desejam consagrar-se um ao outro sob os olhos de Deus na presença de duas testemunhas e de um sacerdote, realizando assim o sagrado sacramento do matrimônio.Vocês, então, têm duas alternativas:

1. Casar-se na Igreja na presença dos amigos e familiares dos dois lados e que o desejarem. Esta alternativa, porém, pode criar constrangimentos para o noivo. Mas é um direito de vocês.

2. Fazer o processo de casamento direitinho na paróquia, convidar duas pessoas queridas para padrinhos, irem à Igreja só você, seu noivo e os padrinhos e se casarem no dia marcado e pronto. Uma vez casados na Igreja, façam a cerimônia no civil com as pompas e circunstâncias que se fizerem necessárias e pronto com a duas famílias juntas. E vão viver a vida de vocês, felizes e confiantes no Senhor. O que você não pode, Edilene, é ceder e casar-se na comunidade dos testemunhas de Jeová, negando a sua fé católica. É hora de você dar o seu testemunho. Deus abençoe você e seu noivo.

 

 

Bruno de Oliveira e Silva - Rio de Janeiro/RJ

Bruno Pergunta: Tenho 26 anos, sou solteiro e sempre fui católico. Frequentava a Igreja assiduamente, inclusive frequentando encontros vocacionais, onde sentia claramente o chamado de Deus para abraçar a vida religiosa. Acontece que desviei-me da Igreja por um ano e nesse tempo conheci uma menina e a engravidei. Sou muito feliz com minha filha e faço de tudo para provê-la dos bens materiais e imateriais, como afeto e carinho. O problema é que não sou feliz com minha companheira e penso em separar-me dela. Sendo assim, ocorrem-me duas dúvidas, padre: 1) Posso dar um bom exemplo como pai e cristão sendo separado da mãe da minha filha e dar o exemplo na comunidade cristã vivendo como solteiro?
2) Já que não posso ingressar no seminário por já ter uma filha, seria eu aceito numa escola diaconal, já que penso em não mais relacionar-me com ninguém, buscando assim a consagração diaconal sem abrir mão das minhas responsabilidades como pai? Agradeço imensamente a atenção do senhor.
Atenciosamente, Bruno Oliveira e Silva.

Pe. Cido Responde: Bruno, meu irmão. Será que não está na hora de você parar de fugir? Será que não está na hora de você repensar sua vida e descobrir os sinais de que Deus está lhe mandando.

Veja, meu irmão. Você era católico, e se “desviou” da sua Igreja. Você fugiu de suas obrigações como católico. Aí você se envolveu com uma menina, engravidou-a e ganhou uma filha que você ama muito. Mas agora quer deixar a mãe de sua filha e se consagrar a Deus como diácono.

É claro, meu irmão, que ninguém deve se casar só porque, de repente, está esperando um filho. Casamento não é para corrigir uma situação. Casamento é para se formar uma família. Porém, no seu caso, eu estou pensando cá comigo, que é hora de você e sua companheira entenderem que há uma menina precisando dos dois como esposos, de você como pai, de sua companheira como mãe.

Será que você está me entendendo, Bruno? Por que não assumir esta relação? Por que não dar a sua filha o presente de um lar cristão? Unidos, você e sua esposa, dando um belo testemunho de vida familiar, será até mais fácil você servir a Deus no diaconato permanente.

Sabe, Bruno, converse com algum padre em quem você confia, pense melhor, pense no que você vai fazer com a mulher com quem você gerou uma filha, pense no que você vai fazer com a sua própria filha. Depois decida. Ore, meu irmão, pare de fugir de você mesmo e de suas responsabilidades. Daqui de São Paulo, um velho padre reza por você.

Janice -São Paulo/SP

Janice Pergunta: Olá. Acho que o senhor pode me ajudar numa questão que envolve outros ministros extraordinários da Eucaristia de minha comunidade. Fizemos o curso para ministros no ano passado pelo setor Sapopemba, e ficou esclarecido que as orientações práticas seriam responsabilidade de cada pároco após a celebração de envio, que em nosso caso, ocorreu em dezembro de 2010. Houve troca do pároco em janeiro e o atual desde que assumiu em fevereiro, não marca a data para estas orientações, estamos exercendo o serviço sem saber se estamos fazendo o correto, e algumas pessoas nem querem mais participar das celebrações (minha comunidade tem missa apenas 3 vezes ao mês, no restante fazemos celebração da palavra). Existe algum livro onde possamos encontrar orientações práticas em nosso ministério? Ou outra forma de conseguir estas orientações? Sua benção.

Janice, você toca num assunto muito sério. Os ministros extraordinários da comunhão realizam um serviço à comunidade e deve sim estar em plena sintonia com o pároco, o ministro ordinário, o ministro ordenado para esta função. Eu quero crer que o fundamental sobre a função, o papel e os serviços prestados pelos ministros extraordinário vocês já devem ter recebido no curso de preparação que foi feito. Agora, fica bem vocês solicitarem acompanhamento e formação do pároco, para que vocês caminhem em comunhão com toda a Igreja, para que vocês tenham a inspiração e a simplicidade de resolverem alguns casos inesperados, para que vocês cresçam na formação cristã, para que vocês entendam o que o "ser ministro", embora coloque a pessoa em evidência na comunidade, não faz dela um ser especial, acima do bem e do mal, mais importante do que os outros. Ministério não é exercício de poder. É puro serviço, generoso, responsável, edificante. É até importante que seja o serviço temporário, dando oportunidade a outras pessoas para se testemunharem a sua fé, colocando-se a serviço da comunidade. Eu fico triste quando fico sabendo que há ministros da comunhão que não dão testemunho de fé, que são motivos de escândalo na comunidade, que acham que são donos da comunidade. Livros sobre este serviço tão bonito de ajudar na distribuição do Cristo sacramentado aos irmãos na comunidade e aos enfermos em casa e no hospital existem aos montes nas livrarias. Repito, porém, o grande santificador, mestre e coordenador dos diversos ministérios de um paróquia ou comunidade é o pároco ou  o vigário. fique com Deus, minha irmã. Que ele abençoe você e sua família.

Laura - Cidade: Campina Grande/PB

Laura Pergunta: Padre boa tarde, sou da Pastoral do Batismo, e quero sua ajuda, como devo agir quando  tem pessoas de outra Religião e principalmente Espíritas.

Laura, fica muito difícil responder à sua pergunta pelo fato de você pertencer a uma outra diocese que, certamente, deverá ter o seu próprio diretório dos sacramentos. Eu vou passar a você apenas a minha experiência de 40 anos de sacerdócio somada, e não pode ser diferente, às orientações da Igreja e da minha querida arquidiocese de São Paulo. Primeiramente, Laura, fique bem claro, que não se pode negar o batismo a ninguém, quando ele é pedido com sinceridade de coração. Padres e equipes de batismo não são donos da torneira da graça divina do batismo, abrindo e fechando de qualquer jeito.
A Igreja, porém, como mestra, como dispensadora da graça sacramental através o seu ministério ordenado, dos bispos, padres e diáconos, pode e deve estabelecer algumas condições para que esta graça do sacramento seja oferecida a todos, ser acolhida e vivida com mais carinho e assim transforme corações e mentes, transforme a própria vida dessas pessoas. Então, Laura, vale a pena chamar atenção de pais e padrinhos que solicitam o batismo para os filhos sendo espíritas. É preciso dizer-lhes com carinhoso e respeitoso acolhimento que eles precisam ser coerentes. Não dá para ser cristão católico e espírita ao mesmo tempo. Não dá para misturar
a fé católica com outras expressões de fé mesmo sendo elas cristãs. Vale a pena, também, Laura, lembrar que, se o pai ou a mãe de uma criança é evangélico que cabe a ele permitir o batismo na Igreja católica, mas não basta permitir o batismo, é preciso não impedir que a educação da criança seja na fé católica. Quanto aos padrinhos, Laura, estes os pais escolhem. E a escolha tem que ser correta. Espíritas, evangélicos, principalmente aqueles que pregam não ser válido o batismo de crianças, não podem ser padrinhos e a Igreja tem direito de recusá-los, pensando no bem da criança que vai precisar dos padrinhos para caminharem na fé. Aqui em São Paulo, a Arquidiocese admite até que um espírita ou evangélico seja "testemunha" de um batizado. Padrinho de verdade, porém, é a parte católica, a pessoa comprometida com a fé católica que vai ser "pai" e "mãe" na fé para aquela  criança. Fique com Deus, Laura, que Deus abençoe você e sua família. 

Nome: Sheilla Layssa - Águas Lindas/GO

Sheilla Pergunta: Quero me casar, mais meu noivo é evangélico da igreja do véu e, eu sou católica,seria possível ter uma cerimônia somente com o batismo dele em outra religião ? eu tenho todos os sacramentos, e outra pergunta, conheço um padre que dá a benção para casais de religiões diferentes com essa benção posso comungar ?

Pe. Cido Responde: Minha irmã, nunca ouvi falar desta Igreja do Véu, a que pertence o seu noivo. Em todo caso, vamos lá. Como você diz ele é evangélico e você é católica. E aqui vem a primeira coisa que eu preciso falar a você. O casamento na Igreja Católica pode ser feito mas há uma exigência fundamental: Você vai se comprometer solenemente no processo do casamento que vai educar seus filhos na Igreja Católica. Se seu noivo não aceitar isso, nada feito.

O seu noivo não precisa, portanto, se tornar católico para casar-se na Igreja. Isto será um problema dele. Agora para se casar com você na Igreja católica ele tem que seguir a norma que eu falei. Aceitar que os filhos que vocês tiverem sejam batizados e educados na fé católica.

Quanto ao padre que dá bênção para casais de religiões diferentes é preciso distinguir. Se ele dá esta bênção num salão de festa, com convidados e tudo e não esclarece a esses convidados e ao casal que o que está fazendo é apenas uma bênção e, pior ainda, se ele faz uma “encenação” de um casamento sem seguir as exigências da Igreja Católica, este padre está cometendo um erro gravíssimo, está atentando contra a santidade de um sacramento.

Enfim, minha irmã, se você se seu noivo evangélico aceitar casar-se com você cumprindo todas as exigências da nossa Igreja Católica, você poderá comungar tranquilamente. Não poderá, porém, se vocês apenas se juntarem, sem receber o sacramento do matrimônio. Converse direitinho com seu pároco. Ele terá condições de acompanhar você nesse processo todo.


 

Nome: Lúcia Gonçalves da Rocha Corrêa - Três Lagoas/MS

Lucia Pergunta:
Bom dia Pe. Cido, peço que me esclareça sobre a diferença entre a Igreja Católica Romana e a Ortodoxa. O sacramento do batismo é o mesmo, ou seja é valido? Obrigada Lúcia .

Pe. Cido Responde: Lucia, as Igrejas ditas Ortodoxas são chamadas também de orientais, grega ou greco-russa.  Trata-se de um conjunto de Igrejas que estão localizadas na Europa oriental. Cada uma delas é independente, mas elas mantém entre si a comunhão e reconhecem o primado do patriarca de Constantinopla. Quais são estas Igrejas: São os patriarcados de Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém. São também os cinco patriarcados mais modernos da Rússia, Sérvia, Romênia, Bulgária e Geórgia; as Igrejas Ortodoxas de Chipre, Grécia, Tchecoslováquia, Polônia e Albânia. Há ainda outras Igrejas autônomas na Finlândia, na China, no Japão, no Mosteiro do Sinai e nos Estados Unidos.

As Igrejas ditas ortodoxas começaram a se distanciar das Igrejas Ocidentais nos séculos 5º e 6º por conta do cisma, de uma divisão provocada por Nestório. Este Nestório, ensinava que Maria não era mãe de Deus e sim mãe do homem Jesus. Em Cristo ele via duas pessoas diferentes, o homem e Deus. Mas a separação mesmo entre a Igreja Oriental e a Ocidental aconteceu definitivamente no ano de 1054. Roma firmou-se na questão de que teria o primado de Pedro e Constantinopla não aceitando este primado e afirmando que ela tinha o primado. Além disso as Igrejas Orientais, ditas ortodoxas, não aceitaram a afirmação da Igreja Romana de que o Espírito Santo procedia do Pai e do Filho. Para as Igrejas Ortodoxas, o Espírito Santo provinha só do Pai. Apesar das diferenças doutrinais, as Igrejas ortodoxas aceitam algumas de nossas verdades da fé católica, como, por exemplo, aquilo que nós católicos cremos sobre Nossa Senhora. As Igrejas Ortodoxas têm os sete sacramentos. Aceitam a transformação do Pão e do Vinho no corpo e no sangue de Jesus. Elas veneram as imagens que eles chamam de ícones e têm também a vida monástica, isto é, a vida consagrada fechada dentro de um mosteiro. Não aceitam, porém, o celibato dos padres. Como você vê, Branca, as Igrejas Ortodoxas não estão em comunhão com a Igreja Católica. E o que é mais triste é que as tentativas de uma maior comunhão esbarram com os problemas históricos de que a gente falou. Para terminar, é bom que você saiba que existem também as Igrejas Orientais Católicas. Elas estão no Oriente, celebram a fé dentro do rito Oriental mas estão em comunhão com a nossa Igreja e aceitam o primado de Pedro, ou seja, aceitam o Papa. Elas pertencem a dois grupos: o grupo antioqueno (rito sírio de Antioquia, rito maronita, rito bizantino, rito armênio, rito nestoriano, rito cadaio e rito malabar) e o grupo alexandrinho (rito copta e rito etíope).

Espero que você tenha entendido, viu Branca? Aqui em São Paulo nós temos alguns católicos orientais que seguem esses ritos. Estes são católicos e estão em comunhão conosco. Já as Igrejas Ortodoxas de que eu falei no começo, estas não estão em comunhão com a Igreja. Se algum membro destas igrejas desejar ser católico eles têm que fazer uma profissão solene aceitando a fé católica, sem precisar batizar-se novamente. Agora, um católico não pode batizar seu filho ou sua filha numa Igreja ortodoxa. Pior ainda se for com o pretexto de driblar as exigências que a Igreja Católica faz para o Batismo. Até porque fazer isso não é coerente e eu diria não é honesto.


 

 

Nome: Luciene - Fortaleza/CE

Luciene Pergunta: Um bebê que não é batizado, podemos abençoá-lo normalmente, ou, só depois de batizá-lo? Desde já obrigada.

Pe. Cido Responde: Luciene, minha irmã. A vida é dom de Deus. A vida humana, mais ainda. Somos todos filhos amados de Deus. Se não somos batizados, somos filhos de Deus na ordem da natureza. Se somos batizados, somos filhos de Deus na ordem da graça, da adoção filial no Batismo. De forma que pais, avós e quem mais o desejar podem abençoar um bebê, podem dizer de coração “Deus te abençoe!” mesmo que ele não seja batizado. Esta bênção, porém, mesmo se for dada por um padre, não substitui o Batismo que é a porta de entrada na família de Deus, na Igreja de Jesus, na comunidade dos santos. Por isso, Luciene, é preciso que os pais cristãos, que a família cristã tome muito empenho em batizar o quanto antes o filho, a filha, para que o coraçãozinho dele, receba o caráter ou o selo de propriedade de Deus, de filho, de filha de Deus.

Sabe, Luciene, é tão bom visitar um casal amigo que acaba de receber a graça de um filho. Eu abraço os pais e abençôo aquela criança pedindo que Deus logo logo faça dela uma filha amada de Deus Pai, irmã de Jesus e templo do Espírito Santo. É isso aí, minha irmã. Fique com Deus e que ele abençoe você e sua família.

 

 

Artur Luis Pacoal - Jacarezinho/PR

Artur Pergunta: A Igreja instituiu Ministérios Extraordinários para melhor atender às necessidades dos seus filhos. Na prática, porém, se vê que os convidados para estes ministérios foram adquirindo caráter de permanentes. Assim, uma vez MESC sempre MESC, com raríssimas exceções. Não está havendo um certo desleixo em não se promover a renovação periódica.Ou seria acomodação? Ou, pior ainda, falta de elementos capacitados para o exercício destes ministérios? Nada contra os que o exercem, sou um deles. Mas, me preocupa esta acomodação ou desleixo ou escassez.Como o senhor vê esta situação existente na nossa amada Igreja?Um abraço, que Deus lhe conceda muita saúde e paz! Artur

Pe. Cido Responde: Artur, é preocupante mesmo esta efetivação de ministros extraordinários nas paróquias. Por vários motivos:

1 Não se dá oportunidade para outros servirem os irmãos; 

2. Cria nesses eternos ministros a sensação de poder;

3. A comunidade passa a ter donos;

4. O ministério deixa de ser serviço aos irmãos e se torna serviço a si mesmo.    

5. As pessoas se acomodam por se sentirem inamovíveis e não se reciclam, não aprofundam mais a sua fé;                    

6. Não são raros os casos em que esses ministros querem aparecer e mandar mas do que o padre com a desculpa do protagonizou dos leigos.                              

Por tudo isso é recomendável que o ministério extraordinário tenha um tempo para começar e um tempo para terminar. A comunidade vai se enriquecer sempre novas lideranças. Um abraço Pe.Cido.

Deise - Florianópolis/SC

Deise Pergunta: Padre tenho 21 anos moro com meu namorado 2 anos e quero me casar na igreja posso??

Pe. Cido Responde: Claro que pode, Deise. Melhor, não só pode como deve. Pense só. Você já vive com ele há dois anos. Sinal de que vocês se amam mesmo. Agora é só legitimar diante da Igreja esta união com o Sacramento do Matrimônio. Vá à sua paróquia, dê início ao processo do casamento e pronto, minha querida. Cases-se na Igreja,  prometam-se um ao outro amor e fidelidade na saúde, na doença, na tristeza, na alegria por todos os dias de sua vida. Eu tenho certeza de que Deus, que  já os manteve unidos por dois anos, irá dar-lhes a graça do sacramento para continuarem sua caminhada de amor e construírem um lar cristão. Eu só sinto não morar em Florianópolis para poder fazer este casamento. Abraço vocês com muito carinho. Padre Cido. 

Vanessa Trisch - São Leopoldo/RS

Vanessa Pergunta: Bom dia, gostaria de saber se no sacramento do Batismo, é obrigado a madrinha segurar o bebe no momento em que o padre batiza com água. Não poderia ser o pai ou a mãe da criança?

 

Pe. Cido Responde: Ô Vanessa, qual o problema da madrinha segurar a criança? Os pais já fizeram um gesto de carinho convidando o casal  para batizar seu filho, não é mesmo? O padrinho, a madrinha são pais na fé.  É claro que tanto faz a madrinha, o padrinho, o pai ou a mãe segurarem a criança no ato de jogar água na cabeça da criança. Mas eu acho bonito o fato da madrinha segurar a criança ao lado do padrinho. É como se os dois dissessem à Igreja: "Pode acolher esta criança como cristã, nós vamos ajudar os pais na formação dela para que um dia ela mesma possa fazer a sua profissão de fé.
Vanessa, sua pergunta me permite dizer a todos os pais que ganham o presente de um filho, que preparem com muito amor o batizado, entendendo que no momento do Batismo eles estão consagrando o Filho a Deus e Deus naquele momento está adotando aquela criança como um filho amado, uma filha amada, com direito à herança eterna. Deus abençoe você, viu? 

Caixa de texto: Evangelho

 MARCILENE PEREIRA - BEBEDOURO/SP

Marcilene Pergunta: Hoje eu fui na igreja e diante do santíssimo orei e pedi para o pai que acalmasse a dor que está no meu peito, pois estou separada e tenho uma filha pequena. Resolvi aguardar e pedir uma orientação ao padre, que ali estava para atender os fiéis, pedi tanto ao pai que não permitisse que eu saísse da igreja sem tirar minhas dúvidas, já estava muito atrasada pois tinha que trabalhar, quando eu estava já saindo o padre estava adentrando e então fui ter com ele uma conversa.

Foi a pior decepção da minha vida, tudo o que eu ouvi, ele é monsenhor já é um padre idoso, em nenhum momento eu fui lá buscar palavras bonitas ou algo do tipo eu fui lá tirar dúvidas com as quais ainda continuo, pelo fato de me casado somente no civil. Ele foi curto e grosso em me dizer o que começa errado termina errado, até ai eu já sabia eu gostaria muito de ter casado na igreja mais ele não quis. Eu me senti tão pequena cheguei até pensar que ele foi muito duro e não me deixou chegar de fato no assunto do qual me levou lá, entrei na igreja triste e sai de lá com um sentimento horrível, parecendo até que mulheres como eu não deviam existir no mundo. Erros acontecem a todo momento e eu reconheço o meu claro, eu só buscava um entendimento, pois nossa separação se deu em meio tumultos e confusões entre a família dele que nunca me aceitou. Depois de todas essas. confusões e a nossa separação nos afastamos e nem nos falamos, tenho uma tristeza enorme no peito, por essa família, era isso e muito mais o que eu queria ter conversado com o padre, fui em busca de um ponto de partida, de tentar organizar os sentimentos que estão aqui no meu coração. Eu sai da igreja hoje dizendo a Jesus que não iria desistir, mesmo depois da dor que eu sai de lá me sentindo a mais pequena das pessoas, acho até se fosse outro jamais voltaria a entrar em uma igreja.  Mais nada disso vai me fazer desacreditar, sei que todos nós podemos errar, até mesmo esse padre que me atendeu não está livre de errar, chego até a pensar que talvez hoje ele tenha cometido esse erro, não deixando eu chegar onde eu realmente busquei, sinto um enorme buraco aqui no meu peito, mais espero que Deus me enviei alguém pra responder e tirar minhas dúvidas e não pra me acusar ou me julgar, por não ser casada na igreja.

Pe Cido Responde:  Marcilene, que bom que você não desistiu de sua fé. Eu penso que o padre que atendeu tão friamente você e tão sem misericórdia se esqueceu que sendo chamados a agir na pessoa de Jesus devemos ser misericordiosos como Jesus. Tenha paciência, minha irmã. Procure outro padre e abra o seu coração com ele. E não se esqueça jamais de uma coisa:  Não importa os acertos e desacertos de sua vida. Você será sempre uma filha querida , uma filha muito amada por Deus. Seja feliz! Vou orar muito por você.

Conceição - São Paulo/SP

Conceição Pergunta: Tenho uma dúvida, em uma missa percebi que um ministro foi convidado as pressas para ajudar na distribuição da Comunhão no momento em que o padre preparava as âmbulas para os demais ministros. Ele deveria estar no presbitério desde o início da celebração como os demais?? ou existe um momento ideal para ser chamado? Peço sua benção.

Pe. Cido Responde: Conceição, acontece mesmo e acontecerá sempre que, em determinadas celebrações, seja pelo número de participantes, seja pela ausência inesperada de um ministro, um outro ministro seja convidado para dar a comunhão sem estar no presbitério. Não há problema algum. Até porque o ministro está participando da missa. Seria um problema sério, se o ministro ficasse na sacristia ou na sua casa e chegasse só na hora da comunhão. O ideal, Conceição, é que os ministros se organizem, tenham uma escala para participarem ativamente da celebração. Estar no presbitério ou não me parece até secundário. O que é essencial mesmo, minha irmã, é a fé de cada ministro, é a consciência de que não é um cargo de poder mas um serviço à comunidade e que tem que ser exercido com carinho e generosidade. Espero ter esclarecido sua dúvida, Conceição. Deus a abençoe.